By deva #ptnaturejournal


Por aqui continuo entusiasmadíssima com os desenhos! Não consegui ir ao workshop que vos tinha falado, mas para Setembro não poderei deixar de ir. Creio que a melhor escola faz-se em casa e o melhor exercício será mesmo, praticar! Este é um pedaço de ramo de uma trepadeira que temos no jardim. Curiosamente nesta altura já não tem flores e sim vagens como esta. Hoje apeteceu-me desenha-la. Esta é mais uma forma que encontrei de ter a natureza presente na minha vida. 

Juntem-se a mim e mostrem os vossos desenhos usando a hashtag que criei #ptnaturejournal, no Instagram.
Errata: Onde se lê "tecoma Canpensis" deve ler-se "tecoma capensis". 

Nature Journal

No mês de Agosto, andamos pouco pela serra e mais pela praia. É um mês muito quente, com muito sol e a vegetação da Arrábida encontra-se muito seca e pouco atraente. No jardim também não há nada de novo e o pouco que havia secou, com as temperaturas de 40º que fizeram nos últimos dias! Na praia existe uma panóplia de ser vivos, como as algas (verdes, castanhas e até cor de rosa), cardumes de peixinhos, golfinhos, caranguejos, estrelas do mar, mexilhões, etc... É hora de levar o caderno de desenho e tentar documentar tudo o que a natureza nos oferece.

Para quem procura começar a fazer um caderno de natureza e não tem campo, bosques ou florestas perto, pode optar por um parque ou jardim, quase todas as cidades têm um. Quem viver mais a litoral, pode aventurar-se pela praia. 


Nature Journal

Quando parei de coser, arrumei todos os meus tecidos e fiz uma longa pausa na máquina de costura. Afinal porque razão continuava a coser (?), se os tempos dourados do by Deva limitavam-se a arrumar malas no armário e a oferecer a amigas! Parei. Porém, sentia falta de criar qualquer coisa. Para além de continuar a fotografar aquilo que mais me inspira, a Natureza, pensei que poderia desafiar-me fazendo um registo diferente, o desenho e a pintura. Em 2014 comprei o meu primeiro estojo de aguarelas e na solidão fria e inóspita da casa onde vivia comecei a pintar. Lembram-se?. O ano passado iniciei o meu primeiro caderno de desenho de campo, o Nature Journal. Este ano descobri esta técnica de desenho, que é um autêntico desafio à paciência, que me dá prazer e relaxa o pensamento durante umas horas. Não sou nenhuma perita neste campo das artes, mas tento insistir pelo caminho. No próximo sábado vou a um workshop de desenho botânico, mal posso esperar por esse dia! 



O meu caminho é este e o vosso?

Há dois meses que não escrevia no blog! Mas, não faz mal. É bom lembrar que este blog será sempre um espaço Vivo, ainda que com alguns períodos de interrupção pelo meio. A vida também é assim, uns dias andamos mais motivados e outros dias nem por isso. De qualquer modo podem sempre seguir-me no Instagram, nessa rede social consigo ser um pouco mais assídua nos meus posts.

Hoje volto aqui, para vos contar este meu retorno ao caminho da fé. Sempre fui muito interessada pelo universo das religiões! Tenho vários livros que fui comprando ao longo dos anos sobre religiões e sua filosofia, alguns dos meus livros preferidos são a "bondade do coração" e o "livro tibetano da vida e da morte". Para mim a melhor religião é aquela em que praticamos o Bem! 

Em criança fiz a catequese até à primeira comunhão. Gostava imenso daqueles sábados na Igreja. Desde miúda sempre acompanhei a minha mãe nas excursões a Fátima e desde menina que sou muito devota da Nossa Senhora. Já em adulta nunca fui aquela católica praticante. Queria viver e  perceber tudo e então andava numa roda viva entre seminários de budismo, retiros de reiki, meditação e palestras sobre temas que gostasse. Mas, a cada ano senti sempre a necessidade de ir a Fátima. Mantive mais ou menos esta minha peregrinação interior até mesmo depois de casar, nas nossas idas ao Porto, Fátima era sempre uma paragem obrigatória. Depois, na altura com a chegada do meu bebé e com tantas outras coisas novas que aconteciam, perdi-me. 

Neste decorrer de tempo, acho que a Igreja mudou. Eu mudei. Fiquei mais moderada, mas ainda sofro   com aqueles picos de querer fazer sempre coisas novas e descobrir caminhos que me fascinem e deixar para trás o que já não interessa. Disciplina é algo que me falta! Porque deixo tudo a meio.

Mas dizia eu, que algo mudou. Hoje a Igreja é uma Igreja mais alegre e mais aberta. Hoje encontramos a palavra de Jesus, no youtube em vários canais católicos, na caligrafia e na pintura, na fotografia, no Pinterest, etc... Hoje eu vou à missa todos os sábados e não olho para o relógio a pensar quando é que a homilia acaba! O meu marido vai comigo e o Tomás também, porque é escuteiro.  Lá sinto-me bem e fico a contar os dias para a próxima semana! Tenho em conta que os párocos também em muito ajudam, o Pe. daqui não poderia ser melhor! Mas para mim a melhor religião é aquele em que praticamos o Bem! 

Em casa no dia-a-dia tenho algumas rotinas. Durante a manhã leio o evangelho. Este que uso é específico para as nossas paróquias de Azeitão, mas creio que existem para todas. Também costumo ouvir alguns podcasts enquanto arrumo a casa e faço outras coisas, mas sobre isso falamos mais tarde. Costumo ler a Biblía, mas ainda não achei nenhum plano que me interessasse. Se souberem de alguns podem partilhar. Gostava de não andar a saltar do AT para o NT. A minha bíblia não me permite tomar grandes notas, porque não tem muito espaço para escrever, por isso estou a pensar comprar uma nova. Gostava que cá em Portugal houvesse algumas comunidades para mulheres que se juntam e estudam a Bíblia online, como o "She Reads the Truth" ou o "Pursuit" que vos falei aqui. Se souberem de algo semelhante também podem partilhar comigo. Ou se alguém se quiser juntar e fazermos um grupo também é viável! Agora ando muito entretida a ler alguns provérbios, que são autênticas lições de vida! Há muito para aprender e estamos mesmo cá para isso.

O post termina com uma fotografia que em nada tem a ver com o post. É o meu gato Ice, num momento de alongamento e relaxamento :)



Simple food (79)


Este Domingo fiz crepes para o nosso lanche. Como gosto imenso de citrinos resolvi fazer uma calda com as toranjas que tinha em casa. Ficaram delíciosos! Deixo-vos a receita para se quiserem experimentar um dia destes.

Massa de crepes: (usei a da bimby)
250g de farinha sem fermento
2 ovos
500 ml de leite
1 colher de sopa de azeite
1 pitada de sal

Calda de Toranja:
Sumo de uma toranja, 2 fatias ou três de outra toranja, uma colher de sopa de mel, duas colheres de sopa de vinho do porto, 1 pau de canela, duas sementes de cardamomo e 1 pitada de baunilha. Juntar tudo num tachinho e em lume brando, deixar ferver durante 5 minutos. Deixe arrefecer e delicie-se!

A dois pelo nosso Campo

Nas últimas semanas tomei coragem e pedi ao J. que me ajudasse a mudar a nossa sala. A ideia era trazer para casa um móvel que tínhamos encostado na garagem e que me ia dar imenso jeito trazer para dentro para dar espaço a arrumações. Fiquei com a leve sensação que quando voltamos para cá toda a casa tinha encolhido! Não adquirimos novos móveis, mas foi a herança que trouxe de ter vivido três anos numa casa enorme com lugar ao vazio e à falta de preenchimento. Na sala, decidi que ia fazer tudo calmamente e sem pressa e durante a semana ao meu ritmo limpei, arrumei e decorei. Entretanto, o Tomás fez o seu primeiro acampamento nos escuteiros e esteve quatro dias fora. Nós nem sabíamos muito bem como ocupar esse tempo a dois (coisa rara), decidimos então saborear este intervalo de tempo de um modo simples: dormir e acordar sem horários, fazer passeios sem hora marcada e ver filmes e séries ininterruptamente! Foram dias sem relógio em que vivemos intensamente pequenas coisas da vida. Mas, foram dias a contar o regresso do nosso pequeno gnomo!


Nature Journal

O ano passado comecei o meu primeiro "nature journal" e em Janeiro o "morning journal", mas este último fica para um outro post. Sobre o nature journal, a ideia surgiu primeiro em forma de herbário. À medida que ia comprando livros sobre flora e botânica comecei por perceber que o herbário era um assunto mais sério e científico então achei mais fácil criar algo que me permitisse ser mais livre, mais inspirador e menos técnico. Para me inspirar comecei primeiro por ver alguns tutoriais e imagens em outros blogs estrangeiros. Posteriormente comecei a juntar material, prints, autocolantes, carimbos, etc... e aos poucos o nature journal surgiu.

E o que é um "nature journal"? 
Basicamente é um caderno ou bloco de anotações, desenhos e apontamentos sobre um determinado tema, neste caso a natureza. 
E o que se coloca no nature journal? 
Tudo o que a nossa inspiração nos permitir. No meu caso eu gosto de colar nas páginas do meu jornal, folhas e flores prensadas, fazer desenhos e embeleza-lo com recortes sugestivos sobre natureza em geral flora.
Que tipo de caderno devo usar?
Um qualquer que tenham em casa, pode ser um caderno de linhas ou de desenho. Eu comecei por um caderno moleskine, porque achei muito versátil para transportar na mala, as páginas lisas em tom pastel também me conquistaram. Se quiserem desenhar é uma ótima opção de compra, se for para pintar sugiro um sketchbook com páginas mais grossas de forma a não "encaracolarem" caso usem  aguarela. Também podem usar aquele bloco que compraram há imenso tempo e que ainda não o estrearam! 
Como começar?
Escolher um tema e um lugar. Fazer um passeio e observar o meio envolvente. Descrever o que viram e sentiram. Podem dividir o jornal consoante as quatro estações, as mudanças que verificam no inverno e no verão no vosso jardim ou no vosso lugar preferido. Pode ser uma praia, uma floresta, uma mata, um jardim, etc... Podem recolher conchas, ou flores de um passeio e tentar desenhar em casa. As crianças são uma boa companhia para este tipo de actividades e também podem ajudar. 
Vamos criar um grupo?
Se isto vos despertou algum tipo de interesse sugiro o seguinte: cada um escolhe o tema do seu jornal e uma vez por semana no nosso Instagram mostramos a nossa página preferida através de uma hashtag: #ptartjournal

Também fiz um filme novo para o meu canal no Youtube, onde falo um bocadinho sobre isto que acabei de explicar. Podem vê-lo aqui. Quero no entanto pedir-vos desculpa por não ser um video bonito, mas cá em casa nenhum de nós domina nada sobre esta arte técnica. Sintam-se à vontade para sugerir ideias e participar.