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Recomeçar

27 de janeiro de 2020



Hoje venho contar-vos em forma de desabafo um projeto feliz que alguém queria muito que desse certo, esse mesmo projeto é nada menos nada mais que a minha própria experiência.

Acho que não temos que vir aqui só escrever sobre vitórias, acho também que não é menos importante, encher o peito de ar e ter a coragem de declarar os nossos erros, fraquezas e falhanços. Eu neste momento sinto-me uma pessoa falhada a nível criativo! Não digo isto para terem dó, digo do fundo de mim para vós, porque sei que neste momento o sinto que sou. 

Passo a contar-vos: há três anos criei em mim a convicção que até que era boa a fotografar e que daí podia nascer um negócio, que me desse prazer, que eu amasse fazer. Afinal, a fotografia é o meu alicerce principal que mantém vivo o meu espírito criativo, faz-me feliz. Foi então que decidi criar algo de novo, que não fosse andar atrás de sorrisos ou de sessões privadas. Eu só queria mostrar através da simplicidade, o que para mim parecia ser belo. 

Comecei, por comprar o material. Escolhi a melhor impressora do mercado (na altura), uma Canon profissional de tintas pigmentadas. Porquê? Porque gosto do que é sério, e prefiro a qualidade à quantidade. E assim criei o meu estúdio fotográfico em casa. Hoje posso-vos contar que de nada me valeu. Este natal vendi dois postais de natal de 2€ e um calendário anual A4.  Há uns dias vendi, o meu projeto no "olx". Entreguei com alguma dor a minha impressora que me custou perto de 800€. Por vezes não basta querermos para resultar, por vezes acreditar não é ganhar uma certeza, por vezes aprendemos que falhar é humano e com isso aprendemos a fazer diferente, mesmo que tenhamos que errar mais vezes.

Esta é a história da by Deva, que não tem nome, é a história igual há de muitas pessoas que mostram os seus trabalhos criativos e que por não serem "alguém..." os guardam na gaveta. Esta sou eu desde o princípio. 

Porém, Recomeçar será sempre o meu verbo.





2020

24 de janeiro de 2020



O Novo Ano chegou e com ele trouxe alguns dissabores. O meu marido adoeceu logo na primeira semana, e depois disso o nosso filho ficou uma semana em casa também doente e a faltar às aulas. Não é porque mudamos de ano que a nossa vida passa a ser um deslumbramento, a vida é aquela que temos e só temos que a aproveitar com alguma sabedoria e ponderação. Já descobri que embora faça mil e uns planos, acabo por não os poder realizar a toda a escala. Isto, tem a ver com a minha pessoa, não gosto de programar as coisas com muita antecedência. Sou ansiosa por natureza e se traço algo a muito longo prazo, a espera põe-me mais inquieta e nervosa. Porém, sou uma pessoa que tento ser organizada, que gosto de traçar os meus ideais, de escrever no papel ideias soltas; em suma, não projeto nada para o novo ano, mas tomo notas que servem para me orientar.

Estive este tempo todo fora, porque precisava de me distanciar e trazer foco para outras coisas da minha vida. A sociedade quase nos obriga a andar a uma velocidade turbo, quando eu por vezes só quero andar a metade. Não importa o que os outros pensam, mas cada um de nós tem o seu próprio ritmo, por isso não façamos das nossas vidas uma corrida. 

Entrei no Ano Novo em análise. Num bloco fiz duas colunas, numa delas, o que menos gostei no ano anterior e na outra o que gostaria de melhorar e mudar no novo ano. Posso partilhar convosco algumas das minhas ideias:

Este Ano eu quero:

- viver um estilo de vida lento e significativo
- quero estudar mais e aprender
- quero ler mais livros sobre temas que me despertem interesse
- aprender a desapegar-me do que não me faz falta
- aprender a fazer melhores escolhas, sejam elas importantes ou triviais
- quero fotografar mais, independentemente se posto ou não nas redes sociais. Isso faz-me sentir feliz!
- quero voltar a escrever (no blog)
- quero cuidar melhor de mim

Um ano para preencher, de emoções, de experiências e aprendizagem.