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Trilho

22 de novembro de 2017

Depois de uns dias, tremidos que me impossibilitaram de fazer a rotina normal, aos poucos fui retomando os meus hábitos, as tarefas de casa e as coisas que me dão prazer fazer, os meus gostos e hobbies pessoais. Agora que já me vou sentindo melhor, não quero agarrar tudo o que não fiz durante as últimas semanas, quero antes pegar nas coisas que para mim são importantes e relevantes e fazê-las ao meu ritmo. Sinto que cada vez que algo que não esperamos nos acontece e que de repente nos obriga a sair da nossa "rota" habitual, é hora para repensar e fazer diferente, para prestar atenção e redesenhar um novo trilho, uma nova conduta sem nunca deixarmos de ser nós mesmos, porque isso nunca o deixamos de ser, cada um de nós em si mesmo. Um pequeno impulso, pode mudar sempre algo. No meu caso, aceitar que terei que fazer uma medicação para toda a vida. Resumidamente isto! Eu que me recuso a tomar um comprimido que quer que seja. E estou aqui a escrever algo mais sério sobre a minha vida pessoal, neste blog que um dia foi uma rua movimentada e que hoje é uma rua paralela a uma outra rua qualquer. Talvez por isso possa escrever, com vontade e à vontade, para que ninguém ou alguém, me ouça escrever e ler. 

Nestas últimas semanas falhei, comigo e convosco. Falhei quando parei de ouvir o meu corpo. Falhei convosco, quando me "tagaram" (esta palavra existe?)  o meu nome para aquele desafio de fotografias a preto e branco. Falhei na correspondência. Falhei. Ponto final. 

Neste limbo de ignorância, de abstinência, de privação, há algo de bom e de muito generoso. A realidade de poder fazer tudo do começo. E esta é a maior gratidão que posso ter. 


Novembro

10 de novembro de 2017

Os meus últimos dias não têm sido fáceis, tenho tido alguns problemas de saúde. Hoje senti-me melhor e nada mais revitalizador do que um passeio aqui pelos bosques da Serra. Caminhei um pouco  sem exagero porque ainda me canso, mas aos poucos fui andando e reparei em tantas coisas bonitas: os campos começam a ficar verdes, os troncos das árvores ganham musgo e a luz ténue por entre as árvores despede-se envergonhada. Por esta altura já deveria haver cogumelos espalhados por aquele sítio. Trouxe no cabaz alguns ramos, bagas de murta, paus para queimar na lareira, pinhas para espevitar o lume e dentro de mim muita Gratidão. A natureza é generosa e as coisas simples, serão sempre as melhores!
Tenham um bom fim-de-semana.