Atelier

8 de junho de 2016

Esta fotografia foi tirada à noite com o telemóvel, mas serve para vos mostrar o "antes" deste espaço. Há uns anos atrás pintei esta parede com tinta azul que sobrou do quarto do Tomás. Podem espreitar aqui e aqui. Na altura gostei de ver, mas o que é certo é que já não morria de amores por esta cor. De mal o menos, pior seria se tivesse forrado a mesma a papel de parede, uma autêntica canseira só de imaginar! A ideia era voltar ao branco, com o sótão a precisar de pinturas esta foi a desculpa certa para repensar em algumas alterações.


Na verdade algum tempo que queria afastar-me ligeiramente do ambiente cozy e partir para algo mais limpo, mais minimalista!


Para começar limpei toda a minha mesa de tralhas e deixei apenas o essencial. Algumas coisas pus em sacos e dei outras mudaram de morada. Recorri ao Ikea e comprei uma estante que enchi de verde, o mesmo verde que me liga à terra, à natureza, à cor da vida que pulsa nos campos, e tão somente, a minha cor de inspiração e serenidade. Aproveitei e fiz uma limpeza inquisidora a todos os papeis e apontamentos que vamos acumulando. Pintei o candeeiro Ikea de preto para dar realce e assim ganhei um novo candeeiro! O ambiente ganhou mais luminosidade e ficou mais convidativo! Menos cheio e mais leve. Menos é mais - a premissa minimalista com a qual me identifico e defendo em tantas outras coisas, mas no que toca a objetos ainda sinto que existe uma grande barreira pela frente. O apego não é saudável, mas assumo que ainda me custa a separar de alguns objetos que guardo e que gosto, ainda vacilo facilmente perante uma feira de velharias e ainda morro de alegria quando encontro objectos que já não me lembrava que existiam! Repensando, se por um lado as coisas de que gosto me trazem algum conforto, por outro lado chateia-me pensar que ainda estou dependente de "coisas". Estranha esta dualidade que me deparo.

Ponto positivo: já temos uma parede minimalista cá em casa e eu vou-me segurar para não encher a mesma como uma selva!