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Do campo para vocês

30 de abril de 2016





Flores da minha serra que a Primavera espalhou alegremente com vida e cor sobre os campos que aqui moram. Feliz de mim, te ter como morada!

Tenham um bom fim-de-semana.

Natureza Viva

27 de abril de 2016




Mais um passeio por estes dias, desta vez pela zona este da serra. Os miúdos (o meu e amigos) adoram este tipo de passeios no campo, fartam-se de apanhar paus, desenhar com eles no chão marcas e sinais que lá eles entendem e decifram e que ao imaginário deles lhes pertence. Para além de adorarem estes passeios campestres ainda ganho o bónus de comerem tudo o que lhes preparo com vontade e satisfação, sem "mas" e negações! Para mim, estes passeios são um género de peregrinação, como o crente que vai ou se dirige em busca de algo bom e positivo: seja a energia, a paz, a contemplação, etc... perto da Natureza, encontro o meu lugar! E isso é extremamente bom. Sou grata ao meu querido marido, por me conduzir e levar até estes lugares, onde me perco no tempo e encontro a minha liberdade, sou grata por tudo o que me ensina sobre a flora e a fauna, pelo seu grande sentido de orientação, pela nossa cumplicidade e gostos semelhantes, sou grata por me trazer de volta à nossa casa e a tantas outras coisas onde ele é a peça fundamental da minha [nossa] história.

A propósito era para vos contar que neste dia descobrimos um pequeno paraíso de fetos! Chamei a este lugar, a colina dos fetos. Vejam o filme aqui ou no meu canal do youtube.

Abril favoritos

20 de abril de 2016


Coisas simples e favoritas desta semana:

Aproveitar a calma e o sossego da nossa casa
As manhãs para olhar para dentro e cuidar mais de mim 
As flores da primavera, as papoilas e as campainhas
As jarras de flores junto à janela
Ler um pouco deste Livro 
Voltar a acordar cedo
Ter todas as tarefas prontas antes do regresso da família
Fazer planos e passar as metas para a lista do telemóvel

Cortina vintage

19 de abril de 2016

Estava a precisar de colocar uma cortina na janela do sótão, mas não me apetecia nada gastar dinheiro numa cortina nova para depois ter que ajustar às medidas da janela. O que é certo, é que também andava amuada por não saber da antiga cortina, provavelmente perdeu-se na mudança... o tecido era antigo, tinha vindo junto com um lote de velharias que a minha comprara para a loja e a razão pela qual atrasei este projeto é que queria mesmo ver outro tecido do género naquela janela. Associo os sótãos como um lugar de recordações, talvez por os meus avós terem guardados durante tempos baús cheios de enxoval e roupas antigas lá. Uma cortina vintage dá sempre aquele ar de outrora e eu gosto de misturar algumas modernices com o antigo. Este tecido veio da mesma casa, do mesmo lote, embora não tivesse largura suficiente decidi arriscar e ficou tal como queria! As glicínias, apanhei-as hoje na minha volta de bicicleta. 


Borboletas

13 de abril de 2016

Tenho muitas recordações da minha infância na quinta dos meus avós em Azeitão. Em pequena, costumava apanhar borboletas, daquelas brancas, pé ante pé apanhava uma e outra e outra até ter várias dentro de um frasco de vidro. Tenho memória viva desses frascos, teriam sido de mel, eram  grandes e tinham uma tampa branca. O meu avô bebia leite com mel daí haver alguns desses frascos lá por casa, que eram reutilizados com açúcar, etc... e um com as minhas borboletas, que apanhava e posteriormente me sentava a observar. Quando o vidro embaciava era sinal de abrir a tampa e liberta-las e vê-las voar novamente. 

 ***

Há um mês atrás fui visitar no Príncipe Real o borboletário, que fica no jardim botânico de Lisboa. Impulsiva como sou, nem me dei ao trabalho de verificar se estava aberto e cheguei lá e estava fechado! Mas, por sorte enquanto fotografava no jardim tive a sorte de conhecer uma senhora extraordinária que teve a gentileza e amabilidade de abrir o borboletário e fazer-me uma visita guiada. Essa mesma senhora era formada em zoologia e explicou-me imensas coisas sobre borboletas. Na altura ainda só pude ver duas espécies, mas no verão podemos observar muitas, mesmo muitas! Vim para casa com vontade de criar uma mini tenda, uma casinha onde pudesse recolher ovos e seguir todo o processo até nascerem borboletas, mas depressa desanimei e desisti do meu borboletário... [quer dizer, não totalmente!]


Se quiserem podem visitar nesta altura o borboletário pois já se encontra aberto ao público. Entrando no jardim botânico de Lisboa, depois lá dentro é só seguir a sinalética que indica borboletário / butterfly house. De certeza que irei voltar para ver não só as outras espécies, mas para fotografar em melhores condições (era meio dia e estava imensa luz). 


Estas últimas fotos foram tiradas no Museu Nacional de História Natural e da Ciência. 

A natureza aos olhos dele...

7 de abril de 2016


Quando voltamos a morar em Azeitão o Tomás pediu-nos um cão! Já tínhamos tido a labradora Petra [que acabou por falecer] e a Lahsa que já conta 15 anos. Oferecemos um peixinho daqueles comuns cor de laranja que costumamos ver nos lagos, mas certo dia o peixe acordou de barriga para o ar; seguiu-se o segundo, que tomou o mesmo caminho. Veio a carapaça, a tartaruga, os dois gatos adoptados e o coelho. Destemido o nosso filho apanha lagartixas pelo rabo, quaresmos e todo o tipo de besouros que vai encontrando e esgravatando nos buraquinhos da terra. De vez em quando sai-se com um capricho novo, esta manhã ainda com febre lembrou-se e pediu-me um guaxinim, como quem pede o pequeno-almoço ao acordar! Expliquei-lhe que na minha infância tinha bichos da seda e que o nosso minúsculo jardim não é a selva. E primeiríssimo, antes do Guaxinim estavam as minhas galinhas caso tivesse espaço, pensei! Tenho a mera ideia que o meu filho se daria muito bem em África, só teria de ter rede wifi.

Ontem choveu todo o dia,

6 de abril de 2016

voltou a cheirar a terra molhada, o ar ficou fresco e limpo, ouviram-se os pingos a bater fortemente nas janelas, os pássaros fugiram à procura de abrigo e a natureza sorveu toda a água agradecida. Amo profundamente o cheiro da natureza, principalmente, aquele que fica em dias como o de ontem, depois de chover, este é o meu preferido. Fiz um chá, pus um pouco de música e dei mimos, muitos mimos a quem em casa ficou doente.

Sintra aquele lugar

3 de abril de 2016

Gosto de Serras.
Escolhi morar perto de uma Serra, a da Arrábida, comecei a namorar com o meu marido na Serra de Sintra e a nossa primeira viagem de carro foi à Serra da Estrela! Como podem constatar reunimos todas as condições e mais alguma para sermos bons amantes dos cumes altos. Vamos a Sintra muitas vezes e nas nossas datas especiais andamos sempre por lá. Costumamos almoçar sempre no mesmo lugar e percorrer as ruelas como se fosse sempre a primeira vez. Gosto de Sintra especialmente por toda a sua envolvência e não consigo gostar de Sintra por uma só razão, há muitas razões para se gostar de Sintra: Sintra é romântica, sonhadora, mística, lendária, histórica... em suma, Sintra é um verdadeiro ex-libris. O que me encanta sempre que vou a esta vila? Pensar que ali era o local onde muitos escritores buscavam inspiração para as suas obras. É algo muito transcendental, estar num lugar onde figuras nacionais que fizeram história literária (e não só) se sentavam, passeavam e escreviam nos lugares por onde agora nós, eras depois passeamos. Dá vontade de imaginar esses tempos, dá vontade de mergulhar novamente nos "Maias"! Há uma certa aura que faz de Sintra aquele lugar fascinante e encantador. Parafraseando Virgílio Ferreira: "Em Sintra não se morre. Passa-se vivo para o outro lado. A natureza, os bosques, a vegetação luxuriante de Sintra, a humidade e o ar fresco e limpo que a envolve. Os muros! Os muros de pedra adormecidos, carregados de histórias e enredos, de tempos remotos de onde hoje nascem e se geram novas vidas de minúsculas plantas. Verde, o verde persistente que a veste, tão naturalmente, como o é a natureza a sua fiel companheira.

Estas são algumas das fotografias que tirámos em Fevereiro. Numa visita a repetir ao Parque e Palácio de Monserrate.


Do Lixo para a nossa Casa

1 de abril de 2016

Ontem ao passar de carro na Costa da Caparica deparei-me com uma série de tralha encostada na rua junto às paredes de um hotel. Perguntei se as mobílias eram para deitar ao lixo e confirmaram-me que sim! Como estava com o carro pequeno, tive que rebater os bancos para baixo e com ajuda de um senhor muito simpático consegui arrumar não uma secretária, mas sim duas e ainda mais dois bancos em mogno de traves! O problema foi que fiquei com o carro tão cheio, que me esqueci onde sentar o meu marido quando chegasse...! Resumindo: tenho agora uma secretária igual à da imagem em perfeito estado em mogno, com os dois bancos e esta da imagem que vinha já pintada de branco. Aproveitei e arrumei esta última cá fora e coloquei os vasos de barro que tinha espalhados pelo chão. O Tomás sugeriu que nas gavetas poderíamos guardar sementeiras e adubos e foi mais ou menos isso que fizemos. Olho para este recanto e parece-me composto, só não consigo gostar do painel de azulejos aqui da casa! Também acho que a mesa ficaria fascinante pintada de verde bolor, já que tem uma óptima base cor de marfim não iria dar muito trabalho. 

Ideias para esconder o painel de azulejos, alguém tem?