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Batalhas da Vida

22 de fevereiro de 2016

(legenda da foto :: a preocupação de um bicho da conta estar ali preso)

O meu herói acorda às 6:30 da manhã, faz 65 quilómetros divididos entre ida e volta de viagem e passa dez horas fora de casa. Esta é a rotina de um menino de 8 anos, a rotina de todos os dias do meu filho para ir para a escola. Uma decisão claramente escolhida por ele e ponderada e aceite por nós. Morar no campo, fica longe para quem trabalha na cidade e para quem quer estudar na mesma escola que andou, com os mesmos colegas e amigos. Morar longe implica alguns sacrifícios por parte de todos, mas morar onde gostamos de estar faz-nos muito melhor! Todos os fins-de-semana tentamos ao máximo que o nosso filho apanhe o ar livre e saudável do campo, que corra, brinque, explore e se divirta o quanto merece, pois a semana é dura e os fins de semana tento que sejam um bálsamo de bem estar para ele. Admiro imenso a sua força de vontade e convicção, a sua capacidade de resistência e a sua responsabilidade. Sinto que lhe devo tanto e que este amor crescente que sinto por ele é o melhor que guardo em mim. Por tudo isto, este foi mais um fim-de-semana em cheio! E, por tudo e por nós, é meu dever continuar a insistir em sermos felizes!

Fetos

17 de fevereiro de 2016

Alguém gosta de fetos? Eu acho-os uma planta bastante vistosa. Não servem propriamente para enfeitar uma jarra, mas ficam lindamente num vaso. Há uns meses plantei alguns filhotes de feto na terra, estrategicamente perto de uma torneira que usamos muito no verão para regar e onde sei que existe sempre a possibilidade de fugas de água. Espero que tenha sorte e que se desenvolvam. Mas a natureza é sempre mais perfeita onde lhe pertence. Nos passeios pela serra gosto de observar os fetos que crescem nos troncos das árvores e nas rochas, sei que crescem sempre em lugares húmidos, frescos e sombrios. São plantas que não produzem flores e sementes, a sua reprodução é feita por meio de esporos, umas bolinhas amarelas que se encontram na parte inferior da folha.

No dia do meu aniversário recebi flores e alguns dos ramos traziam fetos que tirei e separei para secar. Guardei-os propositadamente para o arquivo que estou a fazer sobre amostras de plantas e flores e outros para fazer um quadro para a nossa sala. 

DIY: Quadro de folhas secas
Para fazermos um quadro com uma planta seca à nossa escolha vamos precisar de papel, um livro, uma moldura e fita cola. Comecem por colocar a planta com todo o cuidado a  secar dentro de um livro ou de uma lista telefónica. Esperem algumas semanas para a planta desidratar. Colem com um pouco de fita adesiva a folha da planta num papel que gostem. Podem usar algumas notas escritas na folha, por exemplo, o género de planta ou o local e data onde recolheram a mesma. Eu prefiro guardar esta informação para o herbarium. Por fim, escolham uma moldura que gostem e emoldurem o vosso trabalho. Eu aproveitei a dar vida a uma moldura antiga cuja a estampa já me estava a cansar e assim não gastei dinheiro a comprar uma moldura nova. 


Simple food (79)

14 de fevereiro de 2016



Nunca fui muito de festejar este dia, mas a chuva hoje transportou-me para uma nostalgia romântica! A lareira crepitou toda a tarde num ambiente morno, o nosso forno suspirou de amores, pois nunca tinha recebido à sua porta tantos corações, a cozinha perfumou-se de maçã e canela e eu depois deste lanche em família, do modo mais romântico, adormeci! 

A receita desta tarte de Maçãs:

Para a massa - 300 g de farinha (usei sem glúten da schar), 130 g de margarina, 70 g de água, uma pitada de sal, 1 colher de chá de açúcar. Colocar por esta ordem na bimby e bater 15 seg/ vel 6. Divida a massa em duas partes iguais, uma dessas partes estenda na tarteira, a restante fica para cortar com um cortador de bolachas, que servirá para cobrir o topo da tarte depois desta estar recheada. Neste caso, usei um cortador de bolachas em formato de coração, mas podem usar outros desenhos à vossa escolha. 

Recheio: 4 maças reinetas descascadas e cortadas à lascas, açúcar, canela e licor. Numa tigela grande coloque as maçãs, polvilhe com três colheres de sopa de açúcar amarelo, canela e um pouco de licor de ginga. Deixe repousar durante umas horas para as maçãs tomarem o gosto. Encha a tarteira com esta mistura e cubra com a restante massa que cortou. Leve ao forno durante 30 min. aproximadamente. 

Deguste e de preferência não durma!

A Água

9 de fevereiro de 2016



A água este bem precioso de todos nós, que nos dá a vida, a nós humanos e a toda a existência viva do nosso planeta. Eu sou do signo aquário, o meu elemento é o ar, mas é a água o elemento com o qual me identifico. Nas aulas de meditação a instrutora mandava-nos fechar os olhos e ir para um lugar onde nos imaginássemos tranquilos e em paz, o meu era sempre numa pedra junto a uma cascata. Quando visitei o Brasil pela primeira vez visitei uma cascata enorme, cachoeira como eles chamam, e posso dizer-vos que ainda hoje guardo a memória fotográfica daquele lugar espantoso! 
O som, a água em movimento e toda a vegetação verdejante que cresce em seu redor, deslumbram-me! Aqui por estas bandas não há propriamente cascatas a jorrar água, mas existem de inverno na serra os riachos e é por aí que tento procurar ir. Já o mar, não me preenche tanto, talvez pela sua  imensidão. E agora o mais estranho de tudo [sem se zangarem muito comigo], gosto da chuva e de ver chover! 


Waterfall from by deva on Vimeo

Cogumelos

7 de fevereiro de 2016


Ao longo de alguns anos tenho prestado atenção nos cogumelos que vamos encontrando no campo, e não deixo de admirar estes pequenos fungos. O universo dos cogumelos é muitíssimo vasto e uma das coisas que adorava, seria conhecer uma daquelas pessoas que os recolhem com sabedoria e os conhecem como as palmas das suas próprias mãos. Por enquanto só conheço os que me vêm parar ao prato e aqueles que tento não pisar quando caminhamos no bosque. Ando fascinada com uma série de coisas relativas à natureza e uma delas é mesmo este pequeno fungo, que só me faz lembrar os sete anões e a branca de neve [não tentem perceber porquê, porque eu também ainda não cheguei lá]. 

Como não os posso recolher e colocá-los numa jarra, à semelhança das flores, fotografo-os! Em breve poderão vê-los na loja.

Caminhar, ver, sentir e registar

3 de fevereiro de 2016

Esta manhã fui fazer mais um passeio pela serra, há ainda tanto para descobrir que só de pensar fico inquieta! Adorava ter companhia para mostrar e conversar sobre alguns lugares que tanto gosto. Por norma aos fins de semana espero que o meu marido esteja para me levar no jipe a lugares que eu própria programo e que sei que ele também gosta. Nos outros dias escapo-me também, não correndo o risco de me afastar muito... mas ainda assim, arrisco e gosto! Desde que fiz um peão com o jipe a caminho da serra numa manhã de chuva fiquei um pouco apreensiva em sair com este carro (passou a ser o meu meio de deslocação...) na altura parei e pensei: -  ena fiz um peão, o meu primeiro peão! E continuei... ainda que insegura. Esta manhã com toda a precaução saí no meu tractor e parei num lugar que já me tinha chamado à atenção. Estava certa que havia um caminho escondido por ali e havia mesmo! Caminhei num carreiro estreito entre ramos entrelaçados e lado a lado a um riacho. Desci com cautela a encosta e fui até lá abaixo ver de perto a água. Só se ouviam os pássaros e o correr da água [e o meu telemóvel que tocou com o J. à minha procura]. Um lugar para voltar e deixar-me demorar. Há sempre tanto para descobrir...

Tenho mesmo que organizar e concretizar a ideia de um passeio colectivo. 

Aqui fica o registo fotográfico de hoje.