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Casa em Azeitão para Alugar

19 de maio de 2014

Sobre a casa,
esta casa pertencia ao meu bisavô, mais tarde aos meus avós, posteriormente a minha mãe herdou-a e fez obras de reabilitação. A casa na altura não tinha água nem luz, teve que se fazer cozinha com canalizações e casa de banho e toda uma logística na parte de iluminação. É uma casa, que ano após ano, requer sempre alguma manutenção. Segundo dizem na aldeia, é a mais antiga, tem mais de cem anos. A minha mãe nunca teve intenção de a habitar, não pela casa em si, mas porque não gosta de Azeitão, então manteve-a sempre alugada. A casa ficou vaga há um ano e a minha mãe decidiu entregar-nos a mesma. Para que não continuasse vazia, e porque uma casa precisa de gente, de vozes e de vida, decidimos pô-la para aluguer de férias e fins de semana. Aos poucos, temos arranjado mobílias e temos feito desta casa, uma casa. Passei a chamar-lhe casa Pé de Serra, devido à proximidade da Serra da Arrábida. A casa fica situada, no centro de Vendas de Azeitão, uma das aldeias que caracteriza  Azeitão. Tem dois pisos, sendo que no piso superior tem todas as divisões principais.
Mais informações a quem possa interessar para o meu email.

E como aqui há sempre que fazer, nem que seja devagar, as cortinas ficaram finalmente terminadas e colocadas nas janelas da cozinha, simples em xadrez verde e branco. As portadas assim o exigiram. Passo seguinte, a melhorar...
- substituir candeeiros do quarto maior
- arranjar solução para a cama; pintar de igual ás mesas de cabeceira ou outra cor, ou deixar ficar assim? Aqui peço-vos a vossa ajuda, como fariam? 
- dar vida à chaminé, em outros tempos teve melhor cara. 
- os móveis Queen Anne, aguardam, agora que tenho carta branca da minha mãe para os pintar, é uma alegria!

Em breve terei que substituir fotos, pois já existem algumas alterações.

Bagagem Craft

16 de maio de 2014

Felizmente, tudo voltou a normalidade. 
O meu espinafre já está melhor, depois de sete dias em casa com anginas e sem tomar antibiótico. Agora temos pela frente outro pequeno combate, a falta de apetite! Aqui em casa declaro que passou de espinafre a espinafrete! Tenho que vos agradecer as mensagens ao post anterior, obrigada! 
E voltando a nossa normalidade, para este fim-de-semana em Azeitão, trouxe quase todos os meus lápis e canetas, para desenhar e pintar nas horas de calor e no silêncio da aldeia. Mostro-vos, alguns dos materiais que trouxe comigo. Estou a adorar, esta fase de pinturas e afins! Para além deste novo hobbie, confesso-vos que vou avançar com novos projectos para o by Deva; claro que a costura terá sempre o seu lugar especial, mas em paralelo terei que forçosamente avançar com novos ideais...!

Desejo-vos um fantástico fim-de-semana!


Tempo para Brincar

12 de maio de 2014


Tinha planos para fazer umas coisas em casa e fora, planeara sair no sábado para procurar umas tintas, na sexta feira pensava que começava a fazer umas cortinas com o tecido que comprara há uns dias e que no sábado as poríamos nas janelas e no Domingo íamos todos para uma festa de anos! Mas, fico cada vez mais com a mera sensação que os planos são imaginários, só passam a ser reais, quando os conseguimos realmente fazer e posteriormente gritar aos deuses que tudo fazia parte do plano x ou y, enquanto isso tudo é evasivo . O meu querido espinafrete adoeceu e trocou-nos as voltas todas. Há quatro dias em casa, onde há lápis espalhados, desenhos, cartas e bilhetes com palavras amorosas, há autocolantes por toda a parte (incluindo nas nossas solas), há filmes que vemos repetidos, flechas e angry birds a voar, livros no sofá, notas, casinhas de monopólio, migalhas e apesar de tudo aqui estamos à espera de melhores dias, mas felizes, eu porque ainda posso dispor do meu tempo para cuidar, tratar e mimar e ele só porque não tem escola!

Sobre as Rosas

7 de maio de 2014


Tenho que vos pedir desculpa, por estes períodos de ausência no blog, é que nem sempre me sinto inspirada para fotografar ou vir aqui escrever pontualmente. Há uma forte ligação que me une ao que gosto e consequentemente ao meio que me inspira e inevitavelmente, aqui, neste lugar, por vezes sinto essa dificuldade. O tal vazio... a casa e eu, ou melhor eu e a casa continuamos nesta relação impessoal, como duas pessoas que se conhecem e dão os bons dias, usamos-la, limpamos-la e não passamos disso. Lá em baixo, o cenário é o mesmo, o jardim está em flor, não fosse Maio e Primavera. Os jardineiros que tratam permanentemente deste jardim esmeram-se por o ter limpo e exageradamente perfeito, eu olho-o, e não deixo de me lembrar e pensar no meu pequeno quintal, e nos meus bichos a dormir a sesta à sombra do chorão, no meio de tantas folhas pegajosas como mel que havia nesta altura para apanhar com o ancinho. Mas, sem dramas e voltando ao presente, o jardim está em flor dizia eu, e a flor é ou neste caso são rosas, apenas rosas! De tão persuasivo, habituei-me a gostar [das rosas], o perfume faz-me sempre lembrar uma caixa que havia de pó de talco em casa da minha avó por cima da cómoda. De todas, as rosas as minhas preferidas são as brancas. Aqui não posso apanhar nenhuma flor, é a regra! Há que respeitar as regras [algumas...] digo eu. Acredito que se Deus tira de um lado dá-nos de outro. E esta é a maior regra à qual não podemos fugir. E vocês também acreditam?

Há uns dias, enquanto descia de carro numa das ruas daqui, chamou-me atenção os muros de uma casa abandonada, repletos de rosas, muitas rosas, todas só brancas! Fiquei feliz, por encontrar tão facilmente um lugar no meu caminho, de onde livremente pude trazer algumas rosas. Enfeitei a jarra e brinquei com os botões que não abriram, pondo-os em diversos objectos pequenos, espalhei pétalas para secar e facilmente joguei com tudo isto, porque a inspiração para mim é isto a proximidade com aquilo que me faz mais Feliz.

No Domingo, depois da festa da catequese dos meninos, a catequista do meu filho ofereceu a todas as mães, um botão de uma rosa branca.