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Simple Food (70)

28 de março de 2014

Não sei se já ouviram falar da biomassa de banana verde? Para quem não conhece, eu sugiro que pesquise um pouco no google sobre este tema, isto se se interessar por nutrição e saúde. Esta é uma daquelas coisas que realmente confesso que nunca tinha ouvido falar, já as sementes e os pós de perlimpimpim esses sempre existiram nas prateleiras das ervanárias [há uns anos largos conheci por formação toda esta família das macas, do açaí e das sementes em voga, pois trabalhava na área dos produtos naturais]. Voltando à biomassa, não é nada mais que banana verde cozida e triturada. A biomassa pode ser usada em tudo que preparamos: sumos, bolos, panquecas, pão, yogurte, etc... é algo que faz muito bem ao organismo, à digestão, aos intestinos, ao coração e à dieta, não irei explicar, porque ficaria um post muito longo mas podem pesquisar ou ver o vídeo no final do post. Ontem, fiz biomassa e fotografei para vos mostrar. Tenho a sorte de ter bananeiras no jardim, então recolhi um cacho [que trazia de presente uma enorme aranha!]. Como se faz a biomassa? Cozemos as bananas verdes com a casca na panela de pressão uns 7 minutos, depois disso retiramos a casca e num processador batemos as bananas cozidas, guardamos no frigorífico ou no congelador e usamos enquanto cozinhamos.

Esta taça que ontem foi o meu almoço leva biomassa de banana verde. Fiz assim: 

1 manga, 1 colher de sopa de grego, 200ml de leite vegetal (se tiverem de coco, melhor), 1 colher de sopa de linhaça, 1 colher de sopa de chia, 1 colher de café de psyllium, 1 folha de gelatina (demolhada), uma pitada de canela. Bater tudo. Numa taça, envolver o interior com xarope de açer e verter todo o preparado. Por cima, coloquei coco triturado queimado. Uma delícia!

O vídeo abaixo mostra-vos todo o processo da biomassa, para além disso a nutricionista é fantástica [ pena não se comercializarem cá os seus livros]. 

 

Sobre o Olhar

24 de março de 2014

Há escassas flores junto às bermas das ruas que circundam o local de onde vivemos, há também meros arbustos a dar o ar de sua graça na mata mais próxima de nossa casa. Há luz e vida a nascer de dia para dia. Acho que tal como a natureza, nós humanos também precisamos desta transição, desta mudança de estações,  para descartar "certas camadas" e renascermos em nós próprios.
 

Volto da rua e hoje pinto. Mais uma tentativa de copiar a natureza para uma folha de papel. Tudo me preenche quando nos dias encontro horas e busco os meus próprios prazeres. Pequenos e por vezes curtos, mas infinitamente felizes!


Na passada semana ganhei um presente, uma chávena nova. Fico contente com louças antigas, de preferência faianças. Na mesa de cabeceira dos meus avós algures sobre um naperon bordado pela minha avó materna vi sempre esta imagem, mais tarde disposta da mesma maneira na mesa de cabeceira da minha mãe, a qual me habituei a ver sempre este objeto, que hoje olho sobre a minha própria mesa, uma nossa senhora numa moldura de plástico. Dois presentes, uma chávena antiga da minha mãe e uma pequena relíquia religiosa. Presentes simples, mas que gosto.

Não deixa de ser curioso, olharmos para as nossas coisas, aquelas que temos em casa e pensarmos que cada uma tem uma história. Poderia mencionar que cada pequeno objeto que está sobre a minha mesa tem uma pequena história, como o que disse a minha avó quando me deu o par de candeeiros verde água, ou as orações que estão sobre os quadros. Mas que interesse poderia isso ter? Para nós, os significados são isto, pequenas histórias nossas.

[Nota: os meus posts tem sido esporádicos, não consigo fazer melhor... - não deixarei de vos escrever.]
Uma boa semana para todas nós!

Simple Food

20 de março de 2014


Quando conheci o meu marido deixei de ser vegetariana. Isto assim dito à força soa mal, mas é pura verdade. Não que o J. me tenha dito: - toma lá come este hamburguer, bife, e bebe este vinho ou coca cola e vais ver que é bom. não foi bem assim, mas não andou longe... Aos poucos comecei a gostar de tudo o que o via pedir. O Amor tem destas coisas, a cumplicidade!!! Quando conheci o meu marido também engordei [óbvio!]. Por isso, ele é o responsável por tudo isto. Mas passados alguns anos ele passou também a gostar da minha comida e a pedir-me que lhe fizesse quinoa ou tofu, por isso à mesa reencontramos-nos! Costumo aproveitar o almoço refeição que faço sempre sozinha, para fazer alguns pratos macro ou vegans e quando sobra comida ele já costuma provar e gostar. A quinoa preparo-a sempre de véspera e gosto dela com bastante molho de tomate, para ficar assim com esta cor avermelhada. Para acompanhar assei batata doce às rodelas com couve flor, previamente temperadas com sal, pimenta, alho em pó, cominhos, azeite e raspa de limão. O sumo tem laranja, papaia, uma cenoura, uma mão de goji e agar agar (para a queda de cabelo, tenho usado esta alga ou uma folha de gelatina nos sumos e batidos). É bom reparar que existe cada vez mais gente a optar por estes sumos de fruta e verdes, e que cada vez mais nascem novos posts nas redes sociais, assim existirão mais ideias a quem podemos recorrer para aprender. Tenho algumas amigas vegetarianas que o fazem desde sempre e que os filhos bebem sempre antes de ir para o colégio; já cá em casa não consigo sequer que o Tomás beba um sumo destes, apenas só laranja e coado!

Há um passatempo a decorrer na página by deva do facebook. Podem ver como se participa aqui.

Quarto de Rapaz

14 de março de 2014

Decidimos vender uma parte da anterior mobília do quarto do Tomás através da Internet. A ideia era trocar este quarto por um quarto de menino mais crescido. Eu tinha preferência numa cama singular com o sem gavetão desde que fosse uma cama branca, pai e filho queriam um beliche e assim foi feita a vontade de ambos, porque nesta matéria fiquei eu em desvantagem. O novo quarto do Tomás é enorme e o beliche também é enorme, ao que me parece sempre tudo um pouco exagerado para uma criança tão pequena, mas resumindo o resto não há-de encolher e ele crescerá de modo que há esperança para me habituar a esta nova mobília. Ontem, acabei a última demão de branco no beliche (era em pinho, a cor original) e entretanto fiz estas duas almofadas para o quarto. Gosto imenso do padrão estrelas nos quartos de rapaz. Do lado oposto ando a pensar como irei preencher as paredes. As almofadas vão estar em breve à venda na Loja.


Há quem lhe chame um sonho, eu chame-lhe a minha realidade.

6 de março de 2014

Desde que nos mudamos, para mim tem sido um ano um pouco estranho com alguns altos e baixos. Vejo a mudança, como uma nova oportunidade, como algo de bom, que defendo; a impermanência é algo que me inquieta no bom sentido, logo encaro isto com boas perspetivas, no entanto tudo pode ser relativo - quando um passo é mal dado. Nestes meses tenho feito um esforço enorme por gostar e compreender que aqui pode ser igualmente bom, mas em troca disso vivo muitas vezes envolvida numa certa apatia, apatia essa que imobiliza e incapacita o meu sentir. Quem nunca mudou e vive no seu meio confortável e seguro, seguramente não compreende. Entretanto sem esperarmos a minha mãe foi operada novamente em fevereiro, tive que auxiliar, dar apoio e estar perto. E estas são as razões da minha ausência aqui no blog.
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A querida Sofia [aka ás nove no meu blogue], costuma escrever: - Volta sempre ao lugar onde foste Feliz! Nós voltámos por instantes, mas ambos acreditamos e sabemos que um dia voltaremos de vez.