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Pintar

14 de fevereiro de 2014

Falando de felicidade...
para além das flores agora também pinto! Ou antes, seria mais correto começar por dizer que: - tento pintar. O kit de aguarelas e o bloco comprei-o já há meses para quando o J. fosse de viagem para fora ocupar os meus dias e a cabeça a fazer coisas diferentes. Entretanto o meu marido não chegou a ir e eu depressa me esqueci de tudo o que comprara. Mas, afinal já comecei a pintar com a ajuda de umas aulas penso que hei-de apanhar o jeito. As aulas são do you tube não vão pensar que tenho um professor particular. Como também não sei desenhar colei um desenho na janela, que imprimi e passei o mesmo para a folha. O meu filho cobiçou os meus materiais novos e o meu marido disse: não está mau! Este é o meu primeiro desenho e sinto um certo acanhamento em vos mostrar, mas quero muito melhorar e aprender com a minha professora do you tube! Num próximo post mostro-vos algumas inspirações e isso sim são bons trabalhos aguarelísticos. 

Fevereiro, o inverno longo

11 de fevereiro de 2014

Lá fora apanhei malmequeres. Por detrás do som da chuva, os pássaros fazem-se ouvir e cantam bem alto. Será prenúncio da primavera? Gosto demasiado das estações, mas não o suficiente para de animo leve suportar muito tempo um inverno de tempestades ou um verão tórrido. Em tudo o equilíbrio é fundamental e seria mais que perfeito o tempo ser moderadamente mais simpático, ambivalente. E nestes dias se há coisas que gosto de fazer é cozinhar e ler. Hoje, apetecia-me fazer bolachas, algo que levasse canela e limão ou laranja. Alguém tem alguma receita de biscoitos ou bolachas que queira partilhar? Ler, foi o que tentei fazer esta tarde, mas dificilmente se lê o bhagavad gita ,  de mente tranquila... [adivinhem porquê]? 

As flores também me fazem Feliz

7 de fevereiro de 2014

Descobrir o que nos dá prazer é meio caminho andado, para sermos mais Felizes! A minha felicidade, está dependente de vários fatores, desde os familiares à saúde dos que mais queremos, passando pela parte financeira; assim o é com todos, julgo. Depois vêm os fatores secundários, aqueles que têm menos peso e medida, que muitos encolhem os ombros, porque não são assim tão importantes neste mundo, onde só as coisas reais parecem ter mais proeminência. 

Um aparte...
[O trabalho, emprego, referia-me. Quem tem um emprego é visto como uma pessoa com mais valor. Aquela pergunta pertinente: o que é que faz? onde trabalha? - arruma qualquer um! Olho ao meu redor, e quase todos estão empregados (que sorte! apesar de todos mostrarem graus de insatisfação face aos seus empregos), os que conheço que estão desempregados deixaram de acreditar e não veem o mundo com todas as cores. Eu também trabalho, e muito, mas em casa! Tenho um rendimento baixo que me permite ainda assim fazer uma vida "normal". O emprego é um fator relevante, proeminente, mas se não o temos vamos tornar-nos pessoas transparentes, castigarmos-nos e viver menos felizes?].

Isto a propósito, que na minha condição de desempregada eu sou Feliz, mesmo quando apanho flores!

Lojas de bric-à-brac e coisas do genéro

6 de fevereiro de 2014

Juntamente com a minha mãe na passada semana, a caminho de Azeitão paramos para visitar um armazém de móveis e louças usadas. Eu, suspirei por um forno/fogão a lenha preto antigo, cheio de portas, com puxadores e torneira em cobre, era uma fortuna! A minha mãe contou-me que a minha avó tinha um na cozinha do quintal ainda mais bonito. Compramos alguns pratos para decorar a parede da cozinha lá da casa de Azeitão e trouxe uns quadros para o quarto do Tomás, com gravuras amorosas, algumas delas Séc XIX. Só terei de tratar da questão das molduras... Cada vez creio mais que era capaz de mobilar uma casa só de móveis usados, restaurados e modificados por nós, apesar do universo Ikea ser sempre uma segunda opção [seguramente - tentadora!]. Como oferta pedi ao senhor uma manta alentejana para o Shanti, estava rota em alguns pontos, mas coube na perfeição dobrada dentro da mala de viagem e ele também coube lá dentro que nem uma luva. 

O mar

4 de fevereiro de 2014


Já presenciei tempestades de mar, de muito perto, da janela do meu [antigo] quarto. Lembro-me da minha avó telefonar para nossa casa, para que fossemos todos lá dormir: - o mar de noite vai subir, fujam daí! dizia... Os meus pais ficavam eu ia, porque desde que vira com o meu primo o tal episódio do Conan e da Lana [lembram-se?] em que um marmoto atingira toda a ilha, receava acordar durante a noite com o meu quarto e casa cheio de mar! Todos os invernos, sobretudo por esta altura em Fevereiro as tempestades e os assobios do vento vindos das janelas, apesar das calafetagens persistentes que o meu pai fazia, o vento teimava e punha as minhas cortinas a dançar e eu só pensava em viver por cima da rocha, onde o mar nunca haveria de chegar. Passados trinta anos, a força do mar parece ter duplicado, assisto a ondas de 30 metros que facilmente se debruçam pelo paredão e destroem todos os apoios de praia. No Domingo a Caparica parecia o faroeste! Enquanto o Tomás fazia bolas de sabão, de longe fui vendo a multidão juntar-se, centenas de pessoas se acotovelavam com telemóveis e câmaras à espera daquela onda. Seria bom sinal, que toda essa mesma multidão se junta-se voluntariamente para limpar a praia e os destroços causados pela tempestade, por exemplo. Também é triste observar algumas pessoas mais afoitas, desrespeitarem as autoridades e lançarem-se tão perto do perigo. A natureza é bonita, mas em certa parte devemos temê-la e sobretudo respeitá-la. 


depois da tempestade...