Na nossa casa não existe despensa, então esta simples prateleira com frascos ikea foi o "salva-vidas" que rapidamente se tornou numa suposta despensa. Já devem ter reparado nesta fotografia em outros posts no Instagram.
Aqui nestes frascos de vidro é onde guardo tudo, desde as massas, ao arroz, às farinhas, às aromáticas ervas secas e às cheirosas e mágicas especiarias. Também se guardam as bolachas e os cereais para os mais gulosos cá de casa! Em suma, nos vidros podemos guardar todos os secos e desidratados. Nas minhas prateleiras os frascos são quase todos ikea, porque já têm imensos anos e porque hermeticamente fecham muito bem. A nossa micro cozinha é muito húmida no inverno, alguns alimentos criavam rapidamente bolor e assim fica tudo mais protegido, sem correr o risco de os alimentos se estragarem. Também tenho uma panóplia de frascos reutilizados: desde os de polpa de tomate, de doces, de mel, etc...
As compras:
Por norma aproveito os mercados de rua mensais da nossa região e é aí que tento reabastecer a despensa. É também uma simples forma de dar algum apoio e suporte a quem mais precisa.
Costumo comprar muita abóbora, porque estamos na altura dela e parti-la e congelá-la para a sopa, ou para uma compota ou puré. Aproveito e compro também ramos de manjericão, oregãos, salsa e corto tudo e congelo. Adoro mercados e feiras, pena que agora tenhamos que circular com mais cuidado e fazer tudo em modo apressado.
Uma forma de oferecer um presente original e diferente é mesmo ir a um mercado de rua e comprar alguns alimentos e oferecer num cabaz usado que tenhamos a mais em casa. Ou fazer uma compota de abóbora, com umas bolachas de aveia, canela e noz feitas por nós. São gestos muito significativos e estamos ajudar os pequenos agricultores, aqueles que trabalham no campo e têm o seu rendimento através das feiras e mercados.
Deixo-vos hoje com uma receita.
Molho de tomate caseiro:
Num tacho ponho uma grande cebola, dois dentes de alho se forem muito grandes ponho apenas um, tomate caseiro daquele suculento, um pouco de pimento vermelho, umas generosas folhas de manjericão fresco, oregãos, pimenta moída, sal grosso e um fio de azeite extra virgem. Deixo ao lume em lume brando até ficar cozinhado. Depois é só dividir e congelar.
Nessa preocupação constante, procuro saber e informar-me qual a origem dos produtos que compro cá para casa. Uma das regras, penso que a mais importante é procurar produtos sazonais e nacionais, pois não só estamos a ajudar a nossa agricultura como também sabemos de antemão de onde vêm o que colocamos no nosso prato. Aqui na minha zona, em Azeitão, há imensos produtores agrícolas, há bom pão, queijo, azeitonas e por sorte também vivemos na rota dos vinhos da Península de Setúbal! Vivemos num país onde não carecemos da falta de bons alimentos, Portugal é rico em vários sectores alimentares, é um país onde a gastronomia é variada e boa! No sábado de manhã o Tomás acordou-me às sete horas, às oito e tal já estava na praça a comprar a fruta, os legumes e o pão para o pequeno-almoço, tudo fresco e gostoso.
O que fazer com fruta madura? Tartes!
(poderá chamar-se tarte a este pequeno fenómeno de forno?)
Tarte de Pêra:
Cozer as pêras com um fio de xarope de mapple, canela, nozes e avelãs partidas aos bocadinhos. Passar tudo até ficar em puré. Divida uma embalagem de massa quebrada em duas partes iguais. De uma das partes forre a tarteira e deite o puré da fruta, de seguida estenda a outra metade da massa e cubra toda a superficie. Pincele com ovo e leve ao forno até cozer a massa.








































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