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Casa e Jardim

28 de fevereiro de 2020

O dia hoje esteve ensolarado e como tal propus ao Tomás almoçarmos lá fora ao ar livre. A nossa primeira refeição deste ano, juntos no jardim. Depois do almoço, deixei-me ficar ali, afinal a semana tinha sido tão preenchida e mal tinha tido tempo para mim. Por vezes, a solidão faz-me falta, para pôr os meus pensamentos em ordem e conversar comigo mesma! Arrumar a minha casa interior. O meu pensamento divagou e dei-lhe toda a liberdade merecida. É tão importante como respirar, termos para nós os nossos momentos. 

Ao meu redor os som dos pássaros era bálsamo para a minha alma, enquanto o cão do vizinho ladrava insistentemente com o passar ruidoso de uma mota! Dei por mim a pensar num sonho, como seria feliz a morar num lugar mais privado, onde não existissem casas muito juntas, onde tivesse uma ou duas árvores que dessem sombras no verão e canteiros empedrados onde eu pudesse ter plantas e arbustos e algumas trepadeiras, porque eu amo trepadeiras! Podia ser um jardim pequeno, metade do nosso, apenas um pequeno pátio ou quintal rodeado de verde e de céu. O meu paraíso privado, não precisa de ser gigante, nem precisa tão pouco de ter uma paisagem tipo quadro de emoldurar.

O ano passado começamos a deixar de regar a relva, o desperdício de água para a manter vistosa no verão fez-me pensar no desperdício e no exagero da conta da água, visto o nosso clima ser tão seco a cada ano. Este ano, talvez plante menos flores e mais arbustos. Quero rodear-me de verde. 

Sou imensamente grata por viver nesta casa, que é alugada e a qual temos toda a liberdade para fazer o que queremos, mas puder ter um lugar só nosso, mais pequeno e mais privado seria completamente diferente. Com o passar do tempo, agora penso que quanto maior o jardim, mais trabalho temos, por isso sem sombra de dúvida que se pudesse escolheria algo bem diferente.
Menos é mais.




Recomeçar

27 de janeiro de 2020



Hoje venho contar-vos em forma de desabafo um projeto feliz que alguém queria muito que desse certo, esse mesmo projeto é nada menos nada mais que a minha própria experiência.

Acho que não temos que vir aqui só escrever sobre vitórias, acho também que não é menos importante, encher o peito de ar e ter a coragem de declarar os nossos erros, fraquezas e falhanços. Eu neste momento sinto-me uma pessoa falhada a nível criativo! Não digo isto para terem dó, digo do fundo de mim para vós, porque sei que neste momento o sinto que sou. 

Passo a contar-vos: há três anos criei em mim a convicção que até que era boa a fotografar e que daí podia nascer um negócio, que me desse prazer, que eu amasse fazer. Afinal, a fotografia é o meu alicerce principal que mantém vivo o meu espírito criativo, faz-me feliz. Foi então que decidi criar algo de novo, que não fosse andar atrás de sorrisos ou de sessões privadas. Eu só queria mostrar através da simplicidade, o que para mim parecia ser belo. 

Comecei, por comprar o material. Escolhi a melhor impressora do mercado (na altura), uma Canon profissional de tintas pigmentadas. Porquê? Porque gosto do que é sério, e prefiro a qualidade à quantidade. E assim criei o meu estúdio fotográfico em casa. Hoje posso-vos contar que de nada me valeu. Este natal vendi dois postais de natal de 2€ e um calendário anual A4.  Há uns dias vendi, o meu projeto no "olx". Entreguei com alguma dor a minha impressora que me custou perto de 800€. Por vezes não basta querermos para resultar, por vezes acreditar não é ganhar uma certeza, por vezes aprendemos que falhar é humano e com isso aprendemos a fazer diferente, mesmo que tenhamos que errar mais vezes.

Esta é a história da by Deva, que não tem nome, é a história igual há de muitas pessoas que mostram os seus trabalhos criativos e que por não serem "alguém..." os guardam na gaveta. Esta sou eu desde o princípio. 

Porém, Recomeçar será sempre o meu verbo.





Uma pergunta pertinente, ou talvez não...

31 de julho de 2019



Olá a todos!
Ontem recebi algumas mensagens para que não abandonasse o by Deva. Muito, muito obrigada a quem me escreveu!!! Obrigada também à Sara Soares e à Ana Lima, pelo reparo e ajuda. Quando abri uma nova conta no Instagram, mencionei que não sabia o que iria fazer à minha conta by deva e até agora, ainda não achei nenhuma solução! Acontece que, quero muito experimentar um novo tipo de fotografia, mais clara, mais clean, mais luminosa. Este novo estilo de edição e composição a meu ver não se enquadra no by deva, que tem um cenário menos luminoso e mais sombrio, daí ter criado uma segunda conta. É claro, que com as alterações do Instagram a minha conta estagnou e muitas outras também, mas não foi esse o motivo principal, o motivo foi criar um feed com o mesmo tema "o campo - (sempre), natureza e casa" visto de uma forma diferente. Nunca sentiram vontade de mudar, de blog, de nome de domínio, de experimentar ser diferente, sendo igual? confuso?! Por um lado não gostava de abandonar de todo (como vos disse) um percurso que aqui já conta com doze anos, é um pouco diria eu da minha identidade no meio virtual,  por outro, nasce a vontade e prazer de ver algo de novo nascer, com entusiasmo e paixão - a mesma que tinha no principio do by deva -. Então recorro à vossa ajuda / opinião: faço a junção das duas contas numa só, neste caso continuar no by Deva e publicar ambas as fotos (fácil de gerir, mas a nível visual não me convence) ou mantenho as duas contas à parte? Comuniquem comigo na caixa de comentários sff. Obrigada :)

Trilho

22 de novembro de 2017

Depois de uns dias, tremidos que me impossibilitaram de fazer a rotina normal, aos poucos fui retomando os meus hábitos, as tarefas de casa e as coisas que me dão prazer fazer, os meus gostos e hobbies pessoais. Agora que já me vou sentindo melhor, não quero agarrar tudo o que não fiz durante as últimas semanas, quero antes pegar nas coisas que para mim são importantes e relevantes e fazê-las ao meu ritmo. Sinto que cada vez que algo que não esperamos nos acontece e que de repente nos obriga a sair da nossa "rota" habitual, é hora para repensar e fazer diferente, para prestar atenção e redesenhar um novo trilho, uma nova conduta sem nunca deixarmos de ser nós mesmos, porque isso nunca o deixamos de ser, cada um de nós em si mesmo. Um pequeno impulso, pode mudar sempre algo. No meu caso, aceitar que terei que fazer uma medicação para toda a vida. Resumidamente isto! Eu que me recuso a tomar um comprimido que quer que seja. E estou aqui a escrever algo mais sério sobre a minha vida pessoal, neste blog que um dia foi uma rua movimentada e que hoje é uma rua paralela a uma outra rua qualquer. Talvez por isso possa escrever, com vontade e à vontade, para que ninguém ou alguém, me ouça escrever e ler. 

Nestas últimas semanas falhei, comigo e convosco. Falhei quando parei de ouvir o meu corpo. Falhei convosco, quando me "tagaram" (esta palavra existe?)  o meu nome para aquele desafio de fotografias a preto e branco. Falhei na correspondência. Falhei. Ponto final. 

Neste limbo de ignorância, de abstinência, de privação, há algo de bom e de muito generoso. A realidade de poder fazer tudo do começo. E esta é a maior gratidão que posso ter. 


Batalhas da Vida

22 de fevereiro de 2016

(legenda da foto :: a preocupação de um bicho da conta estar ali preso)

O meu herói acorda às 6:30 da manhã, faz 65 quilómetros divididos entre ida e volta de viagem e passa dez horas fora de casa. Esta é a rotina de um menino de 8 anos, a rotina de todos os dias do meu filho para ir para a escola. Uma decisão claramente escolhida por ele e ponderada e aceite por nós. Morar no campo, fica longe para quem trabalha na cidade e para quem quer estudar na mesma escola que andou, com os mesmos colegas e amigos. Morar longe implica alguns sacrifícios por parte de todos, mas morar onde gostamos de estar faz-nos muito melhor! Todos os fins-de-semana tentamos ao máximo que o nosso filho apanhe o ar livre e saudável do campo, que corra, brinque, explore e se divirta o quanto merece, pois a semana é dura e os fins de semana tento que sejam um bálsamo de bem estar para ele. Admiro imenso a sua força de vontade e convicção, a sua capacidade de resistência e a sua responsabilidade. Sinto que lhe devo tanto e que este amor crescente que sinto por ele é o melhor que guardo em mim. Por tudo isto, este foi mais um fim-de-semana em cheio! E, por tudo e por nós, é meu dever continuar a insistir em sermos felizes!

De onde somos

16 de fevereiro de 2015


Sei que vos cans que me repito... mas não sei eu falar-vos de outra coisa se não do mesmo, dos lugares, daqueles que nos tocam tão fundo e que mexem dentro de nós. Podemos viver em muitas casas, mas haverá apenas uma, que lhe chamaremos de nossa casa. Podemos pela vida fora nos apaixonar, mas quando o amor surge é com ele que queremos ficar. Podemos calcar cidades, países e imaginar lugares onde viveríamos uns meses, uns anos, mas na realidade quando um só lugar nos toca, esse não será meramente mais um lugar, será a nossa terra. A nossa terra, não precisa de ser aquele sitio onde nascemos e crescemos quando éramos crianças, a nossa terra é aquele lugar que sabemos e sentimos como nosso. E eu sinto a saudade crescente, de viver na minha terra!

A vida faz sentido assim

23 de julho de 2014

Lá no alto da serra, ainda existe a esperança de um resto de paisagem verde, lá bem no cimo, onde só o vento toca e os pássaros chegam, corre o riso do mar e a voz do céu. Um dia, prometeremos subir juntos ao cume mais alto e de lá, tu e eu, alcançaremos novas conquistas, partilhas, sonhos e promessas a dois. Agora, é sobre o solo seco e árido que os nossos pés caminham juntos. Cá em baixo, mora a realidade que se confunde na terra e no pó, dos dias de verão. O sol brilha e em torno dele há luz e uma águia que voa livre e solta, e nós, apenas nós, sobre o mesmo sol e céu. Há feno dourado a fazer-nos festas na ponta dos dedos, há caminhos gastos por nós, há novos trilhos que se abrem como sopros de vento, e onde quer que andemos e qualquer que seja a estação que se veste, há esta vontade omnipresente, de te ter a Ti, sempre próximo, por onde quer que caminhemos juntos. 

De ontem e de Sempre

21 de julho de 2014

Quando olho de um dos meus lugares secretos preferidos para a serra e avisto as casas no meio do nada, penso no quanto gostaria de morar naquele lugar. Imagino a quietude, o silêncio, o som do vento e o cantar dos pássaros, das cigarras, imagino a paz única e singular, imagino tantas e outras coisas se morasse num lugar assim, como os meus olhos vêem. Aos olhos de muitos, viver isolado é sinónimo de depressão, de isolamento, de anti-social, há quem critique e não perceba e há quem necessite. Eu preciso desta proximidade, de voltar aqui e ver, sentir e ouvir o vento, os sons peculiares da natureza, da terra. 

Conheço esta paisagem desde pequena, quando o meu avô me levava na carrinha, com as mulheres do campo madrugadoras que iam trabalhar na sua quinta nos picheleiros. Lembro-me de levar blocos de papel cavalinho e sentar á sombra a desenhar, lembro-me de ouvir o som da água da nascente de cima, de passar a ponte de madeira sobre o riacho [que secou entretanto], de procurar amoras e flores no "pomarinho" [assim se chamava esta herdade dos meus avós]. Por destino, cresci frente ao mar e por destino já adulta passei a amar tanto quanto meu avô esta terra. 

Naquele tempo não havia as casas soberbas que hoje se espalham ao redor da serra, nem os condomínios. Presumo que a zona ficou altamente na moda para alguns, derivado a vinda de caras famosas, que moram em Azeitão. Há dias li, recentemente algures na internet, que caso se descubra uma praia deserta jamais se deve partilhar esse segredo, podem achar um acto de egoísmo, mas não terá o seu lado positivo? Imaginem essa mesma praia encher-se rapidamente de tolhas e chapéus de sol á beira-mar plantados? Eu guardo, não as melhores praias desertas, porque não tenho o previlégio de conhecer nenhuma, mas guardo comigo e vá com o meu marido que é ele o meu melhor companheiro, todos aquele lugares únicos de grande beleza natural que tenho descoberto na serra, são eles aquele que chamei de "vale encantado" e outros que guardo secretamente, porque são para além de tudo, o «meu santuário». 

Foram anos bons, de muito trabalho e inspiração de um by Deva diferente.

Um dia voltarei, enquanto isso não acontece, sempre que a saudade aperta venho aqui, e daqui de cima ambos prometemos que é aqui, que vamos recomeçar!

by Deva e Ei!Kumpel

4 de julho de 2014

A Margarida do Ei!Kumpel, entrevista todas as quartas feiras no seu blog, uma nova blogger. Uma série de perguntas e respostas, onde cada pessoa esclarece o que é para si ter um blog, a sua importância e os seus desafios. Esta semana foi a minha vez. Muito obrigada Margarida!
[carregar na imagem para ler] 


Adeus 2013!

30 de dezembro de 2013

Este é o meu último post de 2013 um ano que a nível pessoal me trouxe alguns dissabores,  aborrecimentos e preocupações. A doença da minha mãe, a mudança à qual tanto me tem custado a acostumar, e a culminar, a iminência da partida do meu marido para longe. Felizmente, apesar deste 2013 se resumir num ano pesado, chato e aborrecido, as coisas acabam por se resolver e muitas vezes acabamos por perceber que tudo acontece por alguma razão, para aprendermos sobretudo lições, lições de vida. A nível do by Deva, o blog cresceu e as vendas desceram, foi bestial! Por tudo isto quero um Ano Novo, quero um 2014 melhor, para mim, para os meus e para vós! 

***
Eu e o meu marido gostamos imenso de fazer todo o terreno, de levar a carrinha para a serra e mato e a partir daí de mochila às costas ir a aventura. É um dos nossos passatempos preferidos de fins-de-semana, ele porque foi militar e está habituado e por mim que o desafio em prol da fotografia. Mas, ontem aconteceu-nos um pequeno percalço, o carro enterrou-se na lama e ali ficamos no meio do nada, longe da estrada e de todos... excepto de uma águia que sobrevoava os céus da Arrábida e umas freiras que por ali passeavam e que insistentemente ofereceram ajuda e apoio para empurrar o carro. No meio dos tons terra e  lama, o cenário branco e cândido dos seus hábitos haveria de dar uma boa reportagem fotográfica, mas deixai-as ir, na paz do Senhor... que o olhar reprovador do meu marido disse tudo - nem penses! Troncos, pedras, e as minhas mãos a retirar lama debaixo das rodas (parecia que saíram dum spa, de tão macias que ficaram!) e mais uma vez, tudo acaba por se resolver e voltamos a velha e mesma história, em que [quase] tudo se resolve. Fiquei super suja e com frio, pois a roupa que trazia estava molhada, mas diverti-me tanto, porque é simplesmente isto que gosto, o ar livre, a natureza, a liberdade, o campo e desta vez a adrenalina, pouca mas deu para a sentir ao de leve. 

E assim, despeço-me com este post e com um vídeo que fiz para vos mostrar. Uma reentre, esta recente paixão, que ainda requer muito treino e precisão, mas que para já estou adorar! Espero que gostem tanto quanto eu.

Um Feliz Ano 2014 para todos!



Azeitão 2013 from bydeva on Vimeo

Regresso

26 de agosto de 2013


O sentimento de despedida, é sempre algo que acaba por nos deixar alguma marca e calca algum sentimento de vazio. Pensei que só mesmo as despedidas pessoais nos atingissem, mas afinal os lugares também nos marcam. Por razões profissionais por parte do meu marido tive que deixar a casa onde vivemos e a terra onde me habituei a estar e a senti-la, como minha. Não foi fácil, não é fácil, há saudade [muita] e vontade de voltar um dia, mas a vida é assim e temos que nos organizar perante a mesma. Foram três meses a viver entre caixas e caixotes, com a casa "embalada" e dois meses e meio de pausa no site. 

Penso, que é o momento de retomar, de regressar, aqui.

Uma mala para mim

3 de junho de 2013




Estava mesmo a precisar de uma mala nova! Então resolvi pôr mãos à obra num pedaço de tecido que já tinha reservado para mim com esse intuito. O chevron cinzento; acho que actualmente o cinzento claro é uma das minhas cores preferidas e neste esquema de zig-zag fica mesmo bem. O interior da mala tem um bolso grande, como todos os sacos by Deva e é forrado com um tecido muito simples, pano cru. Aproveitei e fiz uma bolsa com o mesmo tecido e pele para guardar o telemóvel. Inesperadamente, lembrei-me que também poderia vender bolsas como a minha na loja, por isso em breve vou lança-las. São seguras e forradas a feltro por dentro, para não haver possibilidade de riscos. Mas depois mostro!

by Deva : Entrevista Urbancraft mag

29 de março de 2013


Hoje, foi publicada na Internet mais uma entrevista minha dada a Urbancraft Mag. Para quem não conhece a Urban Craft Magazine é uma plataforma online dedicada ao mundo craft /criativo. Este projecto tem uma componente baseada em entrevistas a criadores de diversas áreas com o objectivo de dar a conhecer os seus projectos. É um projecto relativamente recente, bem estruturado, que conta com todos os alicerces para dar certo. 

Podem ler a entrevista na própria revista: www.urbancraftmag.com 
A Urbancraft também já conta coma sua pagina no facebook






1-Conta-nos um pouco sobre ti e o que te levou a criar este projecto?
Eu chamo-me Márcia Valbom e o nome do meu projecto by Deva.
Tudo começou há seis anos atrás, quando descobri pela Internet todo o  universo craft. Desde logo senti uma forte vontade de aprender eu própria, com as minhas mãos, a criar as minhas próprias peças de costura. Nesse mesmo ano o meu marido ofereceu-me aquela que foi a minha primeira máquina de costura e eu comprei os meus primeiros tecidos. Dediquei-me ao que queria e sozinha lá fui aprendendo, como tem sido até hoje.

2-Como descreverias o teu trabalho e as pessoas que o procuram?
Procuro manter a qualidade acima de tudo, procuro bons materiais, bonitos padrões e fugir um pouco às tendências. Não vou usar o laranja ou cor de tijolo porque está na moda essa mesma cor, crio com dedicação as minhas peças, mas sem olhar muito ao que o mercado comercial tem disponível, tento seguir a minha intuição e acima de tudo pensar. Tenho pessoas que me acompanham algum tempo e que têm diversas peças by deva, bem como clientes que me desafiam a criar algo novo, no meio de tudo pessoas comuns que valorizam o trabalho feito à mão.

3-Como procuras inspiração para os teus trabalhos?
Surge muitas vezes de diversas formas, através: de revistas, da Internet, de uma cor, de um padrão, do tempo e das estações que nos acompanham, da natureza, de nós próprios.

4-De que forma promoves os teus trabalhos?
Até aqui, sempre pela Internet, principalmente no blog e agora na página do Facebook.

5-Quais são os teus planos e objectivos para o futuro?
Não deixar de criar as minhas peças, continuar e não parar. Crer que o melhor para mim, para a minha realização pessoal é trabalhar no que acredito e fazê-lo o melhor que sei. Tenho um género de mantra que tento incutir nos meus dias: “Dedicação, paixão e perseverança” e por fim agradecer – sempre.

by Deva - blogosfera

28 de março de 2013



Esta semana sou a convidada da rubrica "meet the blogger" que a Margarida tem vindo a entrevistar no seu blogue "Pano pra Mangas". Se quiserem ler a entrevista completa podem aceder à mesma através deste link. É interessante este conceito de entrevistas e entrevistados em que nos permite a todos conhecer um pouco mais além do que nós próprios escrevemos nos nossos blogues. E a Margarida está a levar isto mesmo a sério, o "meet the blogger" marca presença semanalmente no PpM. Faz-me lembrar os programas de tv mas versão blogue.  

A Sofia do blogue "Café, Canela & Chocolate"  como médica obstetra, também esta semana deu continuidade a série de entrevistas sobre gravidez, parto e puerpério; juntamente com outras duas bloggers também lá estive a responder. Obrigada a ambas, Margarida e Sofia por me terem convidado. 


E afinal, não há duas sem três - Uma das manas do blog "Manga & Papaia" escreveu-me para me dizer que também estava nos "projectos com alma e coração". Um dia em cheio! Com tanto carinho por quem me quer bem e me convida a estar nos seus blogues! Muito, muito obrigada pela escolha, pela oportunidade e pelas vossas palavras!


10

15 de fevereiro de 2013

Fui desafiada por um blogue a responder a um desafio. São 10 coisas que devemos enumerar que gostamos e outras 10 que não gostamos. Não irei passar a ninguém, mas quem quiser responder pode usar a caixa de comentários ou levar este mesmo desafio para o seu blog.


10 coisas que gosto
- Da verdade
- Bondade, daquela que vem de dentro, de coração.
- Educação
- De pessoas verdadeiramente simples
- Da minha família
- Do campo e toda a natureza envolvente
- De filosofia
- De aprender, com quem sabe
- De caminhar numa praia de inverno cheia de gaivotas 
- Da miúda do by Deva

10 coisas que não gosto
- Da miséria
- Da injustiça
- Da doença
- De pessoas dissimuladas que se disfarçam a si próprias (detesto isto!)
- Da mentira
- De coentros e favas
- De competitividade
- Barulho
- Aranhas
- Desorganização 

Featured - Ikea Family live

8 de janeiro de 2013

A meu pedido, o meu marido com toda a paciência conseguiu seguir os traços que delineei para este blog e assim renová-lo. [desde já peço desculpa, por ter fechado alguns dias o acesso ao mesmo]. Há  ainda alguns acertos pelo caminho que não estão prontos, mas juntos, eu e ele lá chegaremos. 

Mas trago-vos hoje ao by Deva, não só uma nova imagem mas uma surpresa, trata-se de um convite especial, que me foi feito na primavera do ano passado, pela equipa magazine do Ikea Family Uk que me contactou para expor a nossa casa no site da Ikea family. Passados todos estes meses, a publicação coincidiu perfeitamente com a reabertura do by Deva! Muito obrigada a toda a equipa da Ikea Magazine e aos meus querido leitores.
  Visita a Azeitão
 
 


 
Mais fotos e entrevista  aqui.

Entrevista no "a spots"

13 de novembro de 2012

No seguimento de um post  escrito sobre o by Deva a convite da andrea do blog "a sopts", estou hoje a responder às questões lançadas pela sua autora. Foi um prazer imenso saber de alguém que se interessou por este meu mundo aqui na blogosfera e fiquei mesmo muito contente por isso. Esta sou eu, e estas são as minhas respostas. Espero que gostem de nos ler.

* onde vive? de onde é? como foi aí parar? | where do you live? where are you from? how did you get there?
nasci em lisboa, vivi sempre na costa da caparica, mas há três anos mudei-me para a terra dos meus avós maternos, azeitão. gostava de poder mudar várias vezes de casa e de lugar. deve ser claustrofóbico passar uma vida num só lugar. | i was born in lisbon, always lived in costa da caparica, but i moved three years ago to azeitão, where my grandparents from my mother's side are from. i'd love to change homes and place lots of times throughout my life. it must be claustrophobic to stay put.

* onde fica o seu atelier? como vai para lá? | where is your studio? how do you go to work?
o meu atelier fica em minha casa. sempre idealizei ter um espaço meu para trabalhar num sótão, hoje tenho isso e adoro! | my studio is in my house. i always wanted a space of my own, in an attic, now i do and i love it!

* o que vê da janela do seu atelier? | what do you see from your studio window?
ao contrário do antigo apartamento, de onde o meu atelier tinha toda a vista de mar e praia, aqui vejo apenas o céu e o telhado do vizinho mais próximo. | in my other house i had a beautiful view of the beach an ocean, now i only see the sky and my next door neighbor's roof.

* toma café de manhã? | do you take coffee in the morning?
o meu pequeno-almoço, refeição que tanto adoro, é composto por uma meia de leite de soja + descafeinado e torradas de pão de cereais, ou papas de aveia e mel. | my breakfast, my favorite meal, is a latte, with soya milk decaf, a cereal bread toast, or oatmeal with honey.

* tem algum ritual antes de começar a trabalhar? | do you have any rituals before you start working?
sim, descalçar o calçado que trago da rua, calçar algo mais confortável, como uns chinelos, agora meias grossas ou pantufas e ligar o pc com a minha playlist do momento | yes, take off my shoes, put on something more confortable like flip-flops, now it's colder so more like thick socks with house slippers, turn on my pc and put on my playlist.

* o que gosta mais no seu trabalho? | what do you love most about your work?
tudo! o meu trabalho não se resume apenas a uma máquina de costura, dou muito de mim e ao meu blog, preocupo-me em mantê-lo actualizado, vivo, é a partir dele que tudo acontece. a prova são as minhas peças: idealizo-as, crio-as e embrulho-as com todo o cuidado. todo este processo e criação artística deixa-me muito atenta e satisfeita. | everything! my work is not just a sewing machine. there is a lot of me in it, and on my blog, which i am always trying to keep updated, alive and it's from there that everything begins really. my pieces are proof of that: i imagine them, i create them and wrap them with a lot of care. this whole process makes me very aware, overwhelmed and satisfied.

* como aprendeu a fazer o que faz? | how did you learn to do what you do?
sozinha... com a ajuda do meu marido. | by myself ... with my husband's help.

* o que é a ByDeva? | what is ByDeva?
a ByDeva sou eu, atenta ao lado belo e simples da natureza, do campo, do silêncio, da quietude, da simplicidade de ser. a procura e aprender a cada dia, a gratidão de ter aquilo que a vida oferece e não aquilo que exigimos um dia ter. o meu trabalho apoia-se nestes princípios, neste meu modo de vida. | ByDeva is me, aware of the beautiful, simple way of nature, of the countryside, of silence, of the simplicity of being. the search and the learning of everyday and gratitude for what i have and of what life offers me and not about what i ask it to be. my work lies on these principles, on this way of life. 

Sobre mim

16 de outubro de 2012


Fiz uma pequena apresentação para este blogue. Lá podem encontrar algumas curiosidades sobre mim e sobre o by Deva. Para quem tiver interesse em ler é só seguir o link.

Featuring - Trend Alert

26 de julho de 2012


O Trend Alert para quem não sabe é um site português agregador e observatório de tendências. Trabalha informação sobre diversos temas: moda, saúde, arte, cultura, negócios, etc ... Recentemente fui convidada a responder a uma pequena entrevista. Aqui fica a mesma, para quem tiver curiosidade de ler.
***


Estivemos à conversa com Márcia Valbom, mais uma talentosa crafter portuguesa; chegámos à conclusão que, para além de ter mãos de fada, Márcia é também possuidora de uma simpatia e energia contagiantes… Apresentamo-la com as suas próprias palavras:
“Nasci em lisboa e tenho 41 anos. Vivo com o meu marido e filho em Azeitão. Estar em contacto com a natureza, o campo e o ar puro é para mim um estilo de vida saudável, único e aprazível. Gosto de caminhadas e fotografia, da natureza, do silêncio, da chuva e do cheiro a terra molhada. Sou praticante de yoga. O by Deva é o reflexo do que sou, do que faço e do que gosto de partilhar.”
E agora, as perguntitas e respectivas respostas:

1. O que a inspira?
Diversas coisas. A inspiração é algo que por vezes nasce sem que seja um pensamento premeditado ou uma ideia forçada, nasce naturalmente de um vislumbre de algo que aos poucos começamos a desenhar mentalmente e que por fim só ambicionamos criar. As tendências, as estações, a natureza, o estado de espirito tudo é influente.

2. Quais os materiais que mais trabalha e porquê?
Por norma os meus trabalhos são todos de tecidos e a grande maioria 100% algodão. No inverno a escolha incide noutro tipo de materiais, nos tecidos mais espessos e quentes, como as flanelas e as fazendas. Existem outros materiais que costumo usar: os botões, as fitas, galões e feltros.

3. Como é o seu método criativo?
Muito simples e sem segredos. Tento ao máximo ser exigente com a escolha dos materiais e perfeccionista no que respeita ao acabamento das peças. Se tiver que repetir um trabalho faço-o com a mesma motivação. Por fim imagino sempre se o trabalho que fiz, o compraria. A organização também faz parte deste processo.

4. O que é que para si é trendy e o que não é?
Ser trendy é termos de comportamento é ser autêntico, viver com dignidade, respeito, educação e bons princípios. É ser rico por dentro e humilde por fora. É saber estar. É ter força de vontade e acreditar em nós mesmos e nas nossas capacidades.
No mundo: é respeitar o próximo.
Na moda: é vestir algo que achamos que nos cai bem, podem ser uns jeans usados, um top branco e um casaco de malha antigo talvez da nossa mãe ou avó e umas sabrinas rasas.
Não trendy: é ser convencido, arrogante, vulgar.

5. Enumere 3 coisas de que gosta e 3 de que não gosta:
Simplicidade, educação e sinceridade.
Não gosto de violência, palavrões e barulho.

6. Que sites visita para se inspirar?
Diversos, como por exemplo os que estão no meu site.

7. Que outros sites consulta e porquê?
Nomeadamente, visito diversos sites alguns dos quais sinto alguma admiração pelos autores, quer pelos seus textos quer pelas imagens. A parte disso, gosto de navegar livremente na Internet e descobrir novos sites quer sejam crafts, natureza, alimentação saudável, lifestyle, etc…

8. Uma pessoa trendy:
Julia Roberts. Porque é linda tanto como diva como de jeans e chinelos. Porque tem o sorriso mais bonito do cinema. Por participar em diversas ações humanitárias. Por trocar a vida de hollywood e afastar-se da fama para viver numa quinta com animais e produtos biológicos.

O nosso muito obrigada à Márcia pela sua simpatia e disponiblidade, bem cmo votos de muito sucesso. E já agora, relembramos que pode (e deve) visitar a Márcia aqui!

Apenas o Vento

31 de maio de 2012



O vazio é a forma simples de poder contemplar o silêncio sem uma só palavra...

Há sítios assim, vazios onde apenas se ouve o som do vento, os pássaros e o nosso próprio caminhar.