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Lista de coisas para fazermos no mês de Julho

17 de junho de 2020





Estamos no ponto de viragem entre a primavera e o verão. O céu hoje encheu-se de nuvens fofas e farfalhudas e enquanto esteve fresco eu aproveitei para caminhar um pouco. Eram 8:00 da manhã e ainda pude sentir a brisa fresca no meu rosto. Pelo caminho encontrei alguns vizinhos, é agradável viver numa pequena vila onde a nossa comunidade nos sorri e acena. Enquanto caminhei, não resisti a colher algumas flores. Ao apanhá-las tento sempre não as puxar com força, mas sim cortar para que o bolbo fique na terra e possa ter a magia de renascer na próxima estação.

No meio deste vírus, sou muito grata pela natureza ter sido o meu porto de abrigo e ter acolhido a minha alma nos dias difíceis. Apesar de gostar de estar em casa, não foi fácil este isolamento. As tarefas cá em casa duplicaram e houve muito mais trabalho para ser feito, senti-me sobrecarregada e sem tempo para mim e para aquelas pequeninas coisas que gostamos tanto de fazer, como ler um livro sem interrupções ou ficar no jardim sem pensar tenho que ir preparar as refeições, ou apanhar a roupa, ou ajudar o filho naquele trabalho de casa que prometi. Mas focando-me no lado positivo,  todos estávamos bem de saúde e Maio foi um mês doce, os campos floriram e as árvores encheram-se de folhas verdes e felizmente pude sentir essa conexão.



Agora que Junho já está a meio as aulas estão prestes a terminar e os meninos vão passar um verão diferente de todos os outros anos e nós também, lembrei-me de fazer uma pequena lista com ideias simples de coisas que poderemos fazer no próximo mês.





Mês de Julho

(ideias para fazer em família, nas horas de pouca afluência. Depois das 20:00h numa praia ou campo. Não esquecer que ainda estamos no meio de uma pandemia).

- Fazer um passeio à beira mar.
- Apanhar conchas, búzios e calhaos. Os pais podem-nas levar para casa para os filhos desenharem e depois pô-las num frasco de vidro transparente ou numa taça de cerâmica para fins decorativos. Também podem fazer desenhos nas pedra e depois pintar.
- Assistir ao pôr-do-sol e de mãos dadas com a família cada um pedir o seu desejo.
- Numa mata, bosque ou floresta fazer um passeio e observar a flora e ouvir o som da natureza.
- Fazer refeições ao ar livre sempre que haja disponibilidade. Aproveitem o quintal, o jardim, a varanda, o terraço ou simplesmente carreguem a mesa para junto da janela e abram-na.
- Para quem vive nos centros urbanos e sente falta da natureza, sugiro que escolham alguns sons da floresta e ouçam para relaxar. Existem imensos no youtube.
- Julho é sem dúvida um dos meses mais produtivos para fazer uma horta. Se não tiverem espaço para plantar por exemplo, alfaces, beringelas, rabanetes, etc... podem semear ervas aromáticas. Deixo aqui a lista: alecrim, salsa, coentros, manjericão, tomilho. salva, funcho, hortelã, oregãos e estragão. 
- Visitar museus virtualmente. O Google uniu-se a vários museus e galerias mundiais e oferece assim a oportunidade de conhecer e adquirir alguma cultura e conhecimento por meio da Internet. Link aqui.

Espero que alguma destas dicas vos seja útil.

Quero terminar este post agradecendo as visitas que tenho tido aqui ao blog. Foram mais de 900 visitas por dia e para um re-começo isso é extraordinário! Obrigada por aqui estarem.
Até breve!

Nova jornada

12 de junho de 2020


Nos últimos tempos, percebi que a minha presença no Instagram não me estava a motivar. Postava todos os dias sem qualquer planeamento ou estratégia, somente porque me apetecia partilhar no momento algo que para mim talvez achasse bonito! Aos poucos, comecei a ficar sem ideias, sem saber o que escrever, sem saber propriamente o que havia de mostrar ao meu público e decidi nesse momento que era hora de parar. O Instagram, a cada meia dúzia de posts está cheio de publicidade produtos e mais produtos a serem impingidos, faz lembrar aquele intervalo de um filme cheio de publicidade que nunca mais termina. As minhas contas preferidas, raramente me aparecem no meu feed, apesar de as seguir, tenho de as procurar. O Instagram tornou-se num podium para quem tem muitos seguidores, para quem como eu não tem, terá de pagar ou de trabalhar muito para ter  alcance e visualizações. Chega a ser frustrante publicar uma fotografia que tem um alcance para 40 pessoas!
E por tudo isto, senti que estava a fracassar e isso para mim seria muito injusto. Humanamente, cansei-me de provar a minha existência ali. Decidi então fazer uma pausa e aproveitar o tempo fora das redes sociais. 


Aproveitei para ir a Lisboa e passear um pouco num dos meus bairros preferidos, Campo de Ourique. 

Fui durante a semana, depois do almoço. As ruas tinham pouca gente e por isso circulava-se à vontade. É claro que usei máscara durante todo o tempo que estive fora. Tinha adorado dar um saltinho ao jardim da Estrela, um lugar que me lembra sempre os meus tempos de liceu em que estudei em Lisboa e das tardes no jardim, mas não havia tempo para tal e provavelmente o jardim estaria fechado. Contentei-me com este breve escape citadino! 



Durante a semana, vi duas séries que gostei imenso e que partilho convosco:

Madam C. J. Walker, na Netflix - Passada nos finais do séc. XIX é a história da Madam C. J. Walker, uma ativista social e a primeira mulher negra milionária nos Estados Unidos da América a conquistar a sua própria fortuna com uma gama de cosméticos capilares para a comunidade afro. Na medida em que se tornou milionária Walker lutou sempre contra o racismo enfrentando na sua vida diversos desafios. Gostei desta série por saber que é uma historia verídica, de empreendorismo, de auto-estima e de luta pela igualdade social.

Nada Ortodoxa - É uma mini série inspirada numa história real. Conta a história de Esther Shapiro uma jovem de 17 anos judia hassídica que vive em Brooklin (Nova Iorque) e que é obrigada a casar. Esther, passado um ano foge para Berlin para fugir do seu próprio casamento e tentar uma nova vida. Este drama retrata a realidade da comunidade judaica ultraconservadora, os detalhes, cultura e costumes da religião. Gostei sobretudo da "Nada Ortodoxa", por nos mostrar realidades e modos de vida tão diferentes das que estamos habituados a viver. Mundos completamente diferentes e opostos ao nosso que nos deixam a pensar.

Se tiverem novas sugestões de filmes, séries podem também escrever na caixa de comentários.

Vi uma outra série na passada semana, também esta muito bem feita. É uma série que retrata a alta sociedade britânica, passada na segunda grande Guerra Mundial e chama-se "The Halcyon".  Se tiverem curiosidade, podem procurar no canal AXN White. Dizem que era para ser a sucessora da famosa "Downton Abbey". Contudo, aviso já que esta série infelizmente teve as seguintes temporadas canceladas. 


Neste nosso mundo mágico existem inúmeras coisas para fazermos, apesar de ainda estarmos no meio de uma pandemia, temos que nos assegurar de ganhar alguma energia extra e não nos deixarmos afectar pelos aspectos negativos. 

O que vos quero mesmo dizer:
Irei começar a estar mais presente aqui no meu blog. Afinal, foi por aqui que tudo começou! Felizmente aqui não existe ainda o algoritmo a assombrar os posts! E aqui eu sou a dona do meu próprio espaço, isto parece-me bastante sensato e justificável. No Instagram publicarei menos vezes. Vou estar nas redes sociais de modo mais lento e sem pressa. 

Até breve!

2020

24 de janeiro de 2020



O Novo Ano chegou e com ele trouxe alguns dissabores. O meu marido adoeceu logo na primeira semana, e depois disso o nosso filho ficou uma semana em casa também doente e a faltar às aulas. Não é porque mudamos de ano que a nossa vida passa a ser um deslumbramento, a vida é aquela que temos e só temos que a aproveitar com alguma sabedoria e ponderação. Já descobri que embora faça mil e uns planos, acabo por não os poder realizar a toda a escala. Isto, tem a ver com a minha pessoa, não gosto de programar as coisas com muita antecedência. Sou ansiosa por natureza e se traço algo a muito longo prazo, a espera põe-me mais inquieta e nervosa. Porém, sou uma pessoa que tento ser organizada, que gosto de traçar os meus ideais, de escrever no papel ideias soltas; em suma, não projeto nada para o novo ano, mas tomo notas que servem para me orientar.

Estive este tempo todo fora, porque precisava de me distanciar e trazer foco para outras coisas da minha vida. A sociedade quase nos obriga a andar a uma velocidade turbo, quando eu por vezes só quero andar a metade. Não importa o que os outros pensam, mas cada um de nós tem o seu próprio ritmo, por isso não façamos das nossas vidas uma corrida. 

Entrei no Ano Novo em análise. Num bloco fiz duas colunas, numa delas, o que menos gostei no ano anterior e na outra o que gostaria de melhorar e mudar no novo ano. Posso partilhar convosco algumas das minhas ideias:

Este Ano eu quero:

- viver um estilo de vida lento e significativo
- quero estudar mais e aprender
- quero ler mais livros sobre temas que me despertem interesse
- aprender a desapegar-me do que não me faz falta
- aprender a fazer melhores escolhas, sejam elas importantes ou triviais
- quero fotografar mais, independentemente se posto ou não nas redes sociais. Isso faz-me sentir feliz!
- quero voltar a escrever (no blog)
- quero cuidar melhor de mim

Um ano para preencher, de emoções, de experiências e aprendizagem. 

Mês de Abril

15 de maio de 2019

Agora que o verão se aproxima, eu quero mostrar-vos este vídeo que fiz o mês passado, mas sem antes realçar, que o meu jeito para filmagens é zero! Talvez com o tempo, consiga dominar melhor a parte dos tremeliques e da instabilidade da câmera, mas para já, para mim isso não é relevante. Este vídeo mostra um pouco, o que eu gosto de fazer sempre que tenho tempo para mim; dar uma escapadela ao campo e simplesmente aproveitar o momento presente, observar,  deixar-me estar, ver e respirar a paisagem. Tão simples quanto isto. O mês passado, toda a serra estava verdejante e ouvia cursos de água ao meu lado enquanto caminhava. Agora, que o verão se aproxima a paisagem irá mudar de cor e por isso quis registar algumas passagens. Espero que gostem.



Nova Loja by Deva

11 de dezembro de 2018

Para quem não sabe, tenho uma nova loja online! Podem aceder a partir do blog, no separador "shop".  Neste novo espaço, decidi arriscar e colocar em montra três secções distintas: o meu artesanato feito a partir de casa, a minha fotografia e os meus achados vintage! Na verdade há muito que eu queria reunir tudo aquilo que eu mais gosto num só lugar, mas nunca tinha tido coragem para avançar... com isto, também vos quero dizer, que ando super animada com este projeto! E que  iria adorar ouvir a vossa opinião. 
Obrigada!


O que vos inspira?

10 de abril de 2018


O que vos inspira?
Esta é uma questão que pergunto muitas vezes a mim própria. A inspiração é uma daquelas palavras que tal como a fé servem de alimento ao meu Espírito.

Ontem, finalmente consegui arranjar tempo para dar início à minha agenda a "Joy Planner" que comprei aqui, um presente que fiz questão de oferecer a mim mesma. Tinha-a guardado para um dia que eu achasse que teria mais tempo para dedicar e dar inicio a este caderno, mas o tempo foi passando e esse dia nunca mais chegava. O que é certo é que decidi que seria naquela noite, ontem, que lhe ia prestar a merecida atenção e que se estivesse há espera do momento certo, só arranjaria desculpas!

A joy planner é mais que uma agenda, é um exercício de reflexão é uma ferramenta de auto-ajuda.
Logo nas primeiras páginas, encontrei um desafio que me obrigou a pensar: saber exatamente o que me nutre e inspira. Um bom começo, diria que a chave de tudo está logo ali ao principio. Pressenti que que eu e este bloco iríamos ser inseparáveis! Que havia ali uma alquimia.

O que me inspira? Pergunta.
Definitivamente, o campo, a natureza. Os vales verdes e as montanhas da Arrábida. As árvores, onde crescem fetos e musgo no inverno e no verão flores e frutos. O som do vento nos ramos e nas folhas. As gotas pendentes nos arbustos depois de um dia de chuva. O silêncio nos vales e o cantar dos pássaros. A imensa liberdade que sinto, quando caminho sozinha pelo campo. O cheiro da floresta e o som das minhas botas na terra. É principalmente isto que me inspira e me trás feliz para casa. 

E vocês, o que vos inspira?

(este não é um post publicitado).

A fechar 2017

30 de dezembro de 2017

Este é o meu último post no blog de 2017. 
Estas fotografias foram tiradas ontem de tarde. Estava uma tarde agradavelmente simpática e aproveitamos para levarmos os miúdos a brincar na serra. Eu caminhei um pouco e pude apreciar calmamente a paisagem verde de inverno, o som de uma ou outra ave e o vento. Este lugar e outros que vou descobrindo aqui na serra, serão para mim um género de consultório psiquiátrico, onde a terapia se resume a uma única coisa, contemplação! 

Por lá os meninos correram, desenharam na terra, apanharam musgo e vieram para casa cheios de terra e lama. Por vezes, lamento tanto não ter tido mais filhos, quando observo o meu filho a brincar com os amigos ou amigas; porém, tenho que me lembrar de todos aqueles que não têm filhos e agradecer e deixar este pensamento egoísta libertar-se de mim... Tento ser boa mãe e espero que a cada ano eu própria aprenda a ser uma melhor pessoa.

2018 aproxima-se, como desejo peço que possamos gozar todas de muito boa saúde e que 2018 nos traga muitas alegrias e paz, muita paz para este mundo por vezes tão controverso. Que cada um de nós seja consciente nos 365 dias do ano, que pratiquemos boas ações, respeitáveis e que nunca deixemos de pensar no nosso semelhante. Espero continuar a inspirar-vos e espero também que me acompanhem nesta jornada!

Bom Ano Novo!


Dias frios no campo

4 de dezembro de 2017

Agora sim, o frio chegou! Já me posso começar a despedir do Outono e preparar a casa para o Natal. Com dias de calor lá fora e o sol a brilhar intensamente, não sentia vontade de decorar a casa, como disse anteriormente queria aproveitar o outono sem pressa. Hoje, custou-me imenso a sair da cama, mas assim que abri as portadas e vi a relva com geada sorri de satisfação (desculpem-me todos aqueles que anseiam pelos dias quentes)! O meu filho todas as manhãs implora pelos dias de verão para puder ir para a praia e reclama pondo imensos defeitos aos dias de frio! Acha estranho e interroga-me: mamã como podes gostar do inverno? É normal ele nasceu em Junho, eu em Janeiro. 

Acordei, ajudei o Tomás a despachar-se e enquanto ficou a tomar o pequeno-almoço fui descongelar o vidro do carro, foram precisos alguns baldes de água. Deixei o menino na escola e fui tirar umas fotos. Estavam -4 graus. As minhas mãos gelaram, e os meus pés esqueci-me que existiam. Os campos esta manhã em Azeitão estavam cobertos por uma imensa geada, enquanto o sol brilhava de mansinho entre as árvores. As bagas e folhas despertaram cobertas sobre cristais de gelo e a meu ver tudo ao meu redor estava maravilhoso! Vou-vos mostrar algumas das fotos que tirei esta manhã. 

Mas antes, agradeço aqui a  todas as meninas que responderam ao formulário. Fiquei muito feliz, por saber que o tema principal do blog é o que vos continua a trazer ao meu blog, - a Natureza. Vou pensar numa rubrica semanal, que nos agrade a todas.
Tenham uma boa semana!



Trilho

22 de novembro de 2017

Depois de uns dias, tremidos que me impossibilitaram de fazer a rotina normal, aos poucos fui retomando os meus hábitos, as tarefas de casa e as coisas que me dão prazer fazer, os meus gostos e hobbies pessoais. Agora que já me vou sentindo melhor, não quero agarrar tudo o que não fiz durante as últimas semanas, quero antes pegar nas coisas que para mim são importantes e relevantes e fazê-las ao meu ritmo. Sinto que cada vez que algo que não esperamos nos acontece e que de repente nos obriga a sair da nossa "rota" habitual, é hora para repensar e fazer diferente, para prestar atenção e redesenhar um novo trilho, uma nova conduta sem nunca deixarmos de ser nós mesmos, porque isso nunca o deixamos de ser, cada um de nós em si mesmo. Um pequeno impulso, pode mudar sempre algo. No meu caso, aceitar que terei que fazer uma medicação para toda a vida. Resumidamente isto! Eu que me recuso a tomar um comprimido que quer que seja. E estou aqui a escrever algo mais sério sobre a minha vida pessoal, neste blog que um dia foi uma rua movimentada e que hoje é uma rua paralela a uma outra rua qualquer. Talvez por isso possa escrever, com vontade e à vontade, para que ninguém ou alguém, me ouça escrever e ler. 

Nestas últimas semanas falhei, comigo e convosco. Falhei quando parei de ouvir o meu corpo. Falhei convosco, quando me "tagaram" (esta palavra existe?)  o meu nome para aquele desafio de fotografias a preto e branco. Falhei na correspondência. Falhei. Ponto final. 

Neste limbo de ignorância, de abstinência, de privação, há algo de bom e de muito generoso. A realidade de poder fazer tudo do começo. E esta é a maior gratidão que posso ter. 


Novembro

10 de novembro de 2017

Os meus últimos dias não têm sido fáceis, tenho tido alguns problemas de saúde. Hoje senti-me melhor e nada mais revitalizador do que um passeio aqui pelos bosques da Serra. Caminhei um pouco  sem exagero porque ainda me canso, mas aos poucos fui andando e reparei em tantas coisas bonitas: os campos começam a ficar verdes, os troncos das árvores ganham musgo e a luz ténue por entre as árvores despede-se envergonhada. Por esta altura já deveria haver cogumelos espalhados por aquele sítio. Trouxe no cabaz alguns ramos, bagas de murta, paus para queimar na lareira, pinhas para espevitar o lume e dentro de mim muita Gratidão. A natureza é generosa e as coisas simples, serão sempre as melhores!
Tenham um bom fim-de-semana.