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Lição aprendida

26 de novembro de 2020


O que me marcou.

Antes de ontem, estava eu sentada na poltrona do atelier e à minha frente estava a nossa gata Bianca a olhar para o mundo lá fora. Aos meus olhos ela estava tão bonita, ali parada com os seus olhos verdes, mesmo ao encontro da cor da planta que a encobria e ao mesmo tempo a destacava. Por sorte, tinha a câmera perto e consegui apanhar aquele momento em que ela continuava ali estática e bela. 

Passados uns minutos o meu telefone apitou. Tinha uma mensagem. Abri e li. No mesmo momento as minhas mãos tremeram e fiquei imóvel, petrificada. Os meus olhos não tardaram a encher-se de lágrimas. Admito que chorei, chorei muito. Tentei responder e escrevi com os meus dedos a tremer no teclado, mas a reposta não foi entregue, já estava bloqueada.

Era uma mensagem carregada de ódio e raiva e que me atingiu de um modo muito pessoal. Jamais transmitiria a alguém semelhante mensagem! Não vou entrar em detalhes, mas foi extremamente doloroso. Quem está numa presença online, está sujeita a estas coisas, mas em tantos anos de blog e redes sociais, nunca tal me tinha acontecido. Sinto-me injustamente punida e isso dói. Podia virar a página, continuar e dizer que está tudo bem, mas não está. 

A lição que aprendi com isto? Sim, porque nunca saímos de uma situação impunes, aprendemos sempre com os nossos erros e isso faz parte da vida. 

Mesmo que duvides do que alguém diz e faz, quer simpatizes ou não, na verdade não o digas. E eu disse. Eu senti que alguém não tinha feito semelhante trabalho e que talvez se estivesse a gabar de... duvidei disso, mas não acusei, não difamei, não mal tratei; porém, não tive o direito de o fazer. Lamento. Mas sei que isso, não faz de mim uma pessoa má, feia, ordinária ou uma pessoa de mau caráter como fui acusada. 

Há maneiras de silenciar histórias mal interpretadas. Uma delas é o bloqueio do Instagram, que nunca o fiz com ninguém outra é a nossa privacidade. O meu coração o dirá. 

Mas uma coisa é certa, poupem-me de semelhantes situações! 

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