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Como eu minimizei o meu atelier

14 de fevereiro de 2020



O meu atelier em casa,  tem uma longa história. Começou numa marquise, num apartamento onde moramos em frente ao mar. A segunda experiência foi no nosso sótão, quando nos mudamos para o campo. Entretanto eu há dois anos, resolvi mudar o nosso quarto para o sótão e o atelier desceu outra para um quarto cá em baixo. Tenho a confessar que ter um quarto num sótão é espetacular, em termos de espaço de luz e e de estética. Ao lado temos um outro quarto vazio, que serviria perfeitamente para  um closet, mas foi coisa que nunca me despertou interesse e serve para tudo menos isso, neste momento está atulhado de coisas! Não sei se alguma de vós tem quarto num sótão? Tenho a dizer no nosso caso, que de inverno o espaço é realmente muito frio, mas nada como um aquecedor de gás não resolva; de verão é extremamente quente e o ar condicionado não resolve o problema, porque como é um open space o frio dissipa-se e não se concerta ali, por, isso há que estudar melhor esta questão!

Mas voltando, ao atelier. Creio que o meu tempo de by Deva terminou e já me mentalizei disso. O atelier foi um espaço criativo, onde acumulei imensas coisas relacionadas com o projecto em si, na altura a costura. Nesse mesmo espaço, tinha três mesas, prateleiras, estantes e cestas e caixas cheias de material de costura. Este inverno criei algumas peças (poucas) e acabei por as oferecer a amigas. É claro, que apesar de fazermos as coisas com alguma dedicação e empenho, não deixa de ser frustrante não ter receitas. É como encenar uma peça, para depois representar para uma sala vazia. É triste.

Reflecti e achei que seria a altura certa de fechar este ciclo em 2020; Já que trás sentimentos menos positivos, não creio ser bom insistir e ficar ali presa aquela ideia de que um ideia talvez...  a vida não se rege por incertezas.

Como em as outras vertentes na minha vida, os livros foram sempre um auxilio muito grande para mim. Foi justamente, nesta altura que tomei alguma curiosidade pelo minimalismo! O que neste momento está a trazer muito significado à minha maneira de estar. Todavia, não sou minimalista, nem pretendo me tornar! Acho que o minimalismo é algo muito pessoal e cada um adopta-o à sua medida. Na verdade, num que me interessei por tal, nem tão pouco foi uma descoberta recente, apenas só agora fez sentido para mim. É como comprar aquele livro da moda, e que encostas e o pões de parte, até que um dia o lês de seguida! 

Como eu minimizei o meu atelier

- Primeiro acabei por separar tudo o que queria ficar e o que já não me interessava. 
- dividi essas coisas por sacos: uns para dar, outros para ficar, outras para venda.
- Comprei caixas herméticas para guardar todas as coisas que realmente pretendo guardar 
- ofereci a amigas alguns tecidos e lãs e linhas de crochet (coisa que nunca aprendi a fazer)
- Depois de escolher o que realmente fazia sentido para mim, tratei de organizar tudo dentro de caixas e colocar numa estante. 
- Dei uma vista de olhos em papeis, esquemas que tinha e revistas e deitei ao lixo tudo aquilo que para mim já não fazia sentido.

Basicamente foi isto que fiz e ao fazê-lo apercebi-me da quantidade absurda de coisas que tinha e que continuava a guardar como se fossem intocáveis! As coisas, são meramente coisas. 

O que faz sentido e falta fica o resto deixamos ir. Esta sensação de simplificar o
espaço que ganhei, vejo-a como liberdade. Porém, não quer dizer que não volte a coser.

As primeiras fotografias são as actuais, seguindo para as mais antigas.









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