Sobre mim e o by Deva

Quando eu voltei para a Azeitão deixei a minha vida social onde morava anteriormente, deixei de sair com as minhas amigas e de estar com elas todos os dias. Apesar de estar próxima dos meus pais e amigas, decidimos voltar de novo para cá. Ultimamente, adotei como dever, "agradecer", todas as coisas boas que me acontecem. É um exercício que faço sempre antes de adormecer junto com as minhas orações. Agradeço sempre estar aqui em Azeitão e poder ter esta vida que me permite ter alguma liberdade. É aqui e assim que sou mais feliz. É certo, que tenho dias que vejo que as minhas amigas se encontram e fazem coisas juntas, enquanto eu estou por aqui sozinha. Há dias que sinto um pouco dessa solidão, mas honestamente são raros os momentos! Para ter esta liberdade, também abdiquei de alguns "luxos". Estar em casa não é para todos. Há pessoas que preferem o seu trabalho, a carreira e ter uma vida mais ativa e preenchida e há pessoas que precisam mesmo de trabalhar. Admiro muito este grupo de mulheres! A opção de eu ter deixado o meu trabalho também me trouxe escolhas, umas nem sempre fáceis! Com o passar do tempo desliguei-me de muitas coisas: das idas constantes ao shopping, de comprar roupa todos os meses,  livros, de comer fora, das marcas, etc... tornei-me portanto, mais moderada e menos consumista. O que é facto é que adoro estar em casa. E sei que isto ainda choca muitas mentes! Felizmente, não as nossas.

Voltando ao teor do inicio do post... hoje quando fui à escola levar o meu filho e vi que a serra estava cheia de nuvens, pensei tenho de ir lá! Tinha que deixar que os meu olhos pousassem naquele lugar, enquanto a minha minha mente e pensamento se deliciavam a contemplar tudo ao meu redor. Este apoteose entre o meu ser e a natureza, estão interligados há muito tempo! Foi basicamente por isto  que abdiquei de tudo e vim para cá e é isto que preenche qualquer momento de vazio na minha vida. Agradeço muito a Deus por ter a minha família e ter a vida que gosto, aqui.


Uma outra coisa, a by Deva. Tenho que falar dela também, pois é uma outra parte de mim. Aos poucos voltei a coser e fui fazendo peças e colocando na loja que entretanto reabriu. Eu sei que perdi muitas pessoas que liam o meu blog, que comentavam e que hoje já nem me seguem nem aqui, nem no Instagram! Sei também, que não tenho sido uma pessoa muito empreendedora no campo da costura e que entretanto há novas meninas com coisas super giras! Sei bem disso tudo e não é isso que me incómoda. A questão que se impõe é: dar continuidade ou não?


Para perceber um pouco melhor o lado de quem me vai acompanhando e lendo, gostaria que respondessem a este pequeno inquérito. Pode ser?

Até breve!


4 comentários

  1. Como te compreendo. Nasci, cresci, estudei, trabalhei, no centro mais centrista de Lisboa. Alfacinha de gema, habituada ao corrupio da baixa pombalina e a todo um stress que uma capital impõe, vir morar para o campo-praia não me foi difícil. Tal como tu, abdiquei de muita coisa mas ganhei duas filhas... já que na cidade, só nasceram rapazes (deve ter sido dos ares salgados). Ao invés de visitar os tais centros comerciais onde há sempre algo para adquirir mesmo que não nos faça falta, saio menos vezes, estou mais sozinha... cada vez mais sozinha (dois já trabalham, um na universidade, destes três dois moram na capital e elas com o tempo preenchido na secundária)... bem há o Beagle e a caturra, as vizinhas cuscas, o carteiro que acha que sou porteira e uma ou outra amiga que de vez em quando arranja tempo para me aturar (risos). E perguntas: mas os teus bordados, os teus linhos e o resto? Quando me apetece... não devia ser assim pois sobra-me tempo, mas aquele feeling para a coisa, anda um pouco a leste. Portanto vizinha, temos de arranjar um tempo para um café e desabafos de donas de casa (ás vezes desesperadas). Mil beijos <3

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    1. Ana, com todo o prazer se for pera, podemos combinar sim. Muito obrigada pelo teu comentário!
      Também podemos falar sobre os bordados, que é o que tenho andado a fazer :)
      beijinhos!

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  2. Minha querida Márcia

    Já acompanho o teu blog há alguns anos, às vezes mais outras menos assiduamente. Ultimamente tenho-te seguido no instagram...
    Compreendo o que sentes e identifico-me com muito do que dizes...temos também em comum algumas das escolhas de vida que fizemos, apesar de eu não estar a viver no campo...ainda. Partilho o teu gosto pelo "handmade", pela natureza a pelo vintage...e devo dizer-te que foste uma das pessoas online que me inspirou a começar a partilhar os meus trabalhos e fotos. Já tive vontade de desistir dos "agasalhos e bugalhos" várias vezes...pelas mais variadas razões, mas acabo sempre por voltar. Faz parte de mim...e acho que o "by deva" também faz parte de ti...não desistas. Os teus trabalhos, as tuas fotos e o que escreves inspiram muita gente...és genuína e isso é raro.
    Às vezes as redes sociais são sufocantes...há uma pressão demasiado grande para fazer mais, mostrar mais...e é demasiado fácil ficarmos desanimados. Não sei se é isso que sentes neste momento...mas não desanimes. Continua ao teu ritmo...cá continuarei a ler os teus textos e a contemplar as tuas fotos.
    Beijinhos
    Sandra

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    1. Oh Sandra, muito obrigada pelo teu comentário! Não sabia que me seguias no blog, agora que já te identifiquei através do Instagram sei quem tu és. Perdi muitos seguidores e clientes, talvez pelo tempo que estive ausente por aqui. É difícil escrever para quem não responde, difícil criar para quem não compra e por ai... mas gosto de mostrar, aqui, o lado bonito das coisas, que observo e reparo. Vou continuar por aqui sim. Espero também continuar a ver as tuas produções! Não desistiremos. beijinhos.

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