Borboletas

Tenho muitas recordações da minha infância na quinta dos meus avós em Azeitão. Em pequena, costumava apanhar borboletas, daquelas brancas, pé ante pé apanhava uma e outra e outra até ter várias dentro de um frasco de vidro. Tenho memória viva desses frascos, teriam sido de mel, eram  grandes e tinham uma tampa branca. O meu avô bebia leite com mel daí haver alguns desses frascos lá por casa, que eram reutilizados com açúcar, etc... e um com as minhas borboletas, que apanhava e posteriormente me sentava a observar. Quando o vidro embaciava era sinal de abrir a tampa e liberta-las e vê-las voar novamente. 

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Há um mês atrás fui visitar no Príncipe Real o borboletário, que fica no jardim botânico de Lisboa. Impulsiva como sou, nem me dei ao trabalho de verificar se estava aberto e cheguei lá e estava fechado! Mas, por sorte enquanto fotografava no jardim tive a sorte de conhecer uma senhora extraordinária que teve a gentileza e amabilidade de abrir o borboletário e fazer-me uma visita guiada. Essa mesma senhora era formada em zoologia e explicou-me imensas coisas sobre borboletas. Na altura ainda só pude ver duas espécies, mas no verão podemos observar muitas, mesmo muitas! Vim para casa com vontade de criar uma mini tenda, uma casinha onde pudesse recolher ovos e seguir todo o processo até nascerem borboletas, mas depressa desanimei e desisti do meu borboletário... [quer dizer, não totalmente!]


Se quiserem podem visitar nesta altura o borboletário pois já se encontra aberto ao público. Entrando no jardim botânico de Lisboa, depois lá dentro é só seguir a sinalética que indica borboletário / butterfly house. De certeza que irei voltar para ver não só as outras espécies, mas para fotografar em melhores condições (era meio dia e estava imensa luz). 


Estas últimas fotos foram tiradas no Museu Nacional de História Natural e da Ciência. 

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