Ainda sobre a pequena Lily



Fiquei muito contente por terem gostado do ultimo post que escrevi sobre o Charla Anne. Este é um blogue especial, que nos encanta e enternece desde a primeira vez que o lemos. Quando descobri este blog tive logo vontade de conhecer toda a história da pequena Lily e através do arquivo comecei pelo principio, pelas primeiras mensagens. E o principio relata-nos a história da adopção que comove qualquer mulher, qualquer mãe. Através do exemplo desta família, resolvi explorar e acedi ao site da embaixada da Coreia e daí por diante a um orfanato, onde assisti a este video... Para quem tiver coragem de ver pode clicar aqui. Tantas crianças que nos esquecemos que existem, espalhadas pelos quatro cantos do mundo à espera de um berço, de um colo, de alimento, de atenção e amor. E nós por cá importados com o que fica bem, com o que os nossos filhos todos os dias vestem e calçam, sobretudo quando nada lhes falta para vestir e calçar. Este mundo, de desigualdade social nunca será um mundo correcto e honesto. E não querendo parecer moralista, somos nós que fazemos tal qual ele é. Muitas famílias por diversas razões gostariam de adoptar, muitas famílias também por diversas razões, não têm meios para o fazer. Mas, existe no mundo tantas famílias com capacidade para...: tantas ex-modelos, tantos jogadores, tantos actores e por diante. Vemos alguns exemplos, mas não tantos como o número que deve existir de órfãos Não será uma criança que acolhemos desde pequena, que trazemos para nossa casa, que lhe cobrimos nas noites frias encanto adormece, que beijamos e desejamos boa noite, que damos a mão, que ouvimos e observamos com ternura, não será este mesmo amor que sentimos por esta criança o amor equivalente ao de um filho? Não sei a vossa opinião em relação a este tema... se quiserem deixar o vosso comentário gostaria de saber o que acham. 

17 comentários

  1. Vou deixar aqui um dos meus sonhos mais antigos e que sinto que tenho que concretizar: adoptar uma criança e dar-lhe uma vida digna, com amor e alegria. E sempre que penso nisto vejo uma menina de olhos asiáticos, como neste blog :) E tu vieste dizer-me para não me esquecer do que vim ao mundo fazer. Obrigada, Márcia :)

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  2. És tão especial Virgínia. beijinhos.

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  3. Não sou nada. Estive a ver o pequeno filme. Estou paralisada. Como pode o mundo, em 2013, permitir que isto continue a acontecer?.....

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  4. E tanta gente a querer adoptar e a não conseguir por causa da malvada burocracia.

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  5. Eu gostava de poder adoptar uma criança... Portuguesa, estrangeira, branca ou preta, com olhos asiáticos ou indígenas... tanto faz... gostava apenas de poder adoptar uma criança...

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  6. De toda a crueldade que há no ser humano, aquela que se pratica contra as crianças é a que mais me angustia.
    Nunca mais esquecerei um documentário que vi sobre orfanatos na Roménia, aquela imagem de crianças a se auto-embalarem nos berços pequeninos porque ninguém lhes pegava ao colo, não tinham qualquer contacto físico e emocional com outro ser humano... demasiado cruel pensar que há crianças que passam fome, que vivem em condições sub-humanas e até degradantes e principalmente que ninguém lhes dispensa um pouco de carinho... fico com o coração pequenino!

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  7. Sou das que quer e não pode, ainda. Apesar de ter dois filhos lindos, tenho espaço no meu coração para mais, e não faço questão que sejam gerados por mim. Quero adoptar um dia, quando puder fazê-lo.

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  8. Eu adoptei :) Concretizei o sonho de criança e hoje sou tão, tão feliz! A vida tornou-se doce e mesmo os dias menos bons não me roubam o sorriso fácil... e quem diria que eu iria sorrir assim?!? ;)

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  9. Obrigada a todas pelos vossos comentários :)

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  10. E agora correm-me lágrimas nos olhos, fui incapaz de ver o video até ao fim.
    Ele não me pode dar um filho e eu não posso fazer o tratamento (por causa de uns nódulos descobertos recentemente no fígado) que seria a solução para um filho biológico. Antes de sabermos isto tudo pensávamos em adoptar... E eu sempre lhe disse que queria uma criança do outro lado do mundo.
    Já fomos a uma reunião para iniciarmos o processo de adopção e as coisas não sou assim tão simples. E em circunstancias como estas as coisas bem que podiam ser mais facilitadas.

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  11. Eu estou aqui a ver se ganho coragem para ver o vídeo... Ganhar coragem, sim, porque já sei como funciono com estas coisas... Mais do que levar um murro no estômago, é como se me esmigalhassem o coração... Virgínia, partilhamos exactamente o mesmo sonho... <3 Márcia, um beijinho e obrigada por esta partilha! <3

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  12. Olá Deva,
    Adoro o seu blog, e este tema toca-me muito pois o meu filho é adotado. Não posso comparar o amor de mãe, mas o meu filho é a minha vida, a minha alegria, amo-o eu acho, tal qual uma mãe que gerou um filho. O Francisco hoje tem 15 anos, é um adolescente lindo (aos meus olhos claro) sabe que é adotado, tem todos os problemas proprios da adolescencia e temos um relação familiar muito forte, muito intensa.
    E o mais incrível, o Francisco fisicamente é muito parecido com o pai, o meu marido, mas em feitio é parecido comigo. É um paradoxo mas é verdade!!!
    Bjs
    Dulce Barbosa

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  13. Só posso lhe agradecer por haver compartilhado tanto... Minha irmã mais querida é adotada. Ela tem um filho e uma neta também adotados. Aqui no Brasil, temos muitas crianças em estados lastimáveis, filhas de adolescentes, drogados, pais irresponsáveis... Elas estão, portanto, pelo mundo todo...Meu Deus!!!
    Um abraço!

    Egléa

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  14. Só posso lhe agradecer por haver compartilhado tanto... Minha irmã mais querida é adotada. Ela tem um filho e uma neta também adotados. Aqui no Brasil, temos muitas crianças em estados lastimáveis, filhas de adolescentes, drogados, pais irresponsáveis... Elas estão, portanto, pelo mundo todo...Meu Deus!!!
    Um abraço!

    Egléa

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  15. Beijinho Alexa, obrigada libelinha, Églea e Dulce.

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