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7 arte

31 de março de 2010


A propósito do post que hoje a Vera nos escreve em que fala da diferença entre um bom filme e a diferença entre um filme de grandes vendas de bilheteira. Este ano fui três vezes ao cinema; nada mau quando se tem uma criança pequena. O primeira escolha cinéfila caiu sobre “O Laço Branco” que assisti numa minúscula e semi-vazia sala do “El Corte Inglés”. Este filme foi o grande vencedor da última edição do Festival de Cannes do argumentista e realizador Michael Haneke, que também recebeu o prémio de melhor realizador europeu. É um filme a preto e branco o que de si, nos transporta fielmente para o real da época. Decorre nas vésperas da I Grande guerra mundial, numa pacata aldeia rural do norte da Alemanha que se vê agitada nos misterios de uma serie de crimes cruéis, sem suspeitos evidentes. Numa trama inquietante e perturbadora, reinam as crianças, contidas, oprimidas, controladas e monotorizadas por um bando de adultos perversos que teimam numa educação austera e cruel! As personagens: o barão, o gerente, o pastor, o médico, a parteira, os camponeses. O Laço branco é um filme duro, claustrofóbico que retrata a hipocrisia da humanidade, o extremismo religioso e uma educação que se baseia num único alicerce, o medo.





A segunda ida ao cinema foi movida pela saudade de rever o Colin Firth no grande ecrã (ah, ah, ah, brinco). Gostei muito, muito mesmo de ver "Um Homem Singular", do estilista Tom Ford. Baseado no livro homónimo de Christopher Isherwood, este filme é passado na cidade de Los Angeles, 1962. George Falconer é um professor universitário de 52 anos, a tentar encontrar de novo um sentido para a vida, depois da morte do seu companheiro de sempre, Jim (Matthew Goode). George mergulha no passado e não consegue imaginar o seu futuro. Enquanto acompanha-mos a personagem durante um único dia, uma série de encontros e acontecimentos se desenrolam levando George a decidir se afinal haverá ou não sentido para a vida depois da morte do seu companheiro Jim. George é consolado pela sua amiga Charley (Julianne Moore), também esta a lutar com as suas próprias dúvidas e questões acerca do futuro. E um jovem estudante, aluno de George, de nome Kenny.


Este filme para além de contar uma bela história de amor entre dois homens mostra-nos em primeiro plano o significado da dor, do desgosto, do sofrimento, do luto, do sentimento de perda. A personagem de George carrega tudo isto, perdido à procura de si próprio, sentindo que perdeu tudo o que havia para perder. Os diálogos são poucos no entanto a meu ver, fortes, profundos e racionais. A linguagem sente-se à flor da pele no olhar perdido, na deambulação sem rumo e sem sentido da personagem de Colin Firth. É um filme de poucas palavras, mas muito intenso naquilo que traduz. Ah, já me esquecia de dizer que a musica que acompanha todo o filme é simplesmente sublime!





O terceiro filme que vi foi A Alice do Tim Burton, numa mega sala de cinema, a assistir ridiculamente com quatro lentes (óculos de ver x oculos 3D), senti-me como "Mr. Magoo" dos tempos modernos. Fui ver este filme para não me sentir excluída do universo Alice. Já a história relia-a este verão e para vos dizer não sou grande fã deste conto. Também não me fascina as grandes salas Lusomundo, nem tão pouco o som irritante de pipocas e mega copos XL de coca-colas espremidas pelas bocas barulhentas dos adolescentes! Mas, sim fui ver a Alice!


(Imagens retiradas da net)


E vocês que filmes tem visto ultimamente?


Sobre Casas

30 de março de 2010

Gostaria muito, de um dia poder adquirir uma casa de campo antiga e restaurá-la a meu gosto. No centro da aldeia de onde estamos a viver, a minha mãe tem uma casa que costuma alugar; desta gosto do soalho de madeira, embora irregular, dos banquinhos em pedra de alvenaria junto às janelas, dos tectos em tábua corrida e da chaminé gigantesca que tem na cozinha. Casas com alma, com construções que hoje dificilmente encontramos como os tectos de pé alto e as portas com bandeiras, fazem-me lembrar serões e contos queirosianos. Gostaria que um dia a minha casa tivesse tudo isso. De todas as divisões de uma casa a que mais me chama a atenção são as cozinhas. Hoje em dia as cozinhas no geral são práticas, modernas e o mais funcionais possíveis..., que é o que se quer! Mas seria óptimo juntar toda essa funcionalidade pratica a uma cozinha antiga, uma cozinha com um forno de lenha, um lava loiças em pedra, e janelas de madeira ou invés dos alumínios! O nosso país está cheio de casas assim, casas senhoriais, palacianas, etc...

O ano passado enquanto passeamos pela beira baixa vimos imensas casas com este tipo de traça, muitas delas infelizmente, ao abandono.

Um dos hábitos que tenho é navegar de vez em quando pelas imobiliárias e "bisbilhotar" algumas casas dentro e fora do país e imaginá-las decoradas segundo o gosto pessoal. Numa dessas visitas deparei-me com uma casa rural do século XVIII, transformada através de um pavilhão de caça e, com um pé direito imaginem de 5 metros; uau! Podem vê-la aqui.

Hoje vou atrever-me a mostrar-vos um pouco da nossa cozinha, se bem que esta, esteja muito longe de ser uma verdadeira cozinha rústica.





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Lírios

29 de março de 2010

Ainda bem que não arrancamos aquelas ervas grandes que estavam junto ao muro, afinal eram uns bonitos lírios que ali se escondiam.

Ando a construir um herbário, com todas as plantas do nosso jardim e daqui da região. Com a ajuda de alguns livros consigo identificar algumas plantas e flores e dar-lhes o seu nome de origem; tal como o lírio que no seu nome original em latim se chama lirium.
O meu herbário, não passa de um caderno de desenho tipo sebenta forrado com um tecido de flores; o modo como preparo as folhas, flores, etc... é simples começo por coloca-las direitinhas dentro de uma lista telefónica, colocando-lhes por cima um peso (neste caso está o grande livro do Leonardo da Vinci, senão o mais pesado de todos os meus livros e talvez o mais indicado, já que o Sr. também era botânico), depois e só esperar que sequem e de seguida catalogá-las no caderno.

(quando estiver mais composto hei-de vos mostrar)





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Primavera!

22 de março de 2010


Finalmente!
Depois de tantos dias de chuva a Primavera chegou. E, com ela um dia cheio de sol que me fez andar no jardim hoje em manga curta, Viva!

And the winner is...

21 de março de 2010





A Zana Dias!!!
O sorteio foi simples, imprimi todos os comentários que responderam ao desafio, dobrei-os em quatro, misturei-os e o meu filho escolheu um dos papelinhos!
Agradeço a todas pela vossa participação, assim como, os bonitos comentários que aqui deixaram.

Uma excelente Primavera para todas!

(Zana Parabéns! Fico aguardar que me envie a sua morada para o meu email).

Retrosarias . Haberdashery Shops

18 de março de 2010

Antes de viajar tiro sempre algumas notas e apontamentos tais como endereços de locais, museus, lojas, mercados, etc... para que nada fique esquecido. Na nossa última viagem, a Amesterdão, a tradicional moleskine vermelha tornou-se num verdadeiro manuscrito de endereços, os quais seriam de imperativa passagem ou visita. Num desses apontamentos estava uma Retrosaria que queria muito visitar, a Broeken. Esta retrosaria é simplesmente fabulosa, cheia de artigos vintage e corredores enormes sobrelotados de bugigangas para deitar o olho e a carteira...

(The Broeken, in Amsterdam)
Já esta última não consegui voltar para conhecer o interior.

Imaginem só o que não seria uma viagem às melhores retrosarias mundiais (?) no mínimo tentador! Quem sabe um dia alguém não organiza uma peregrinação santa aos santuários da costura e confecção...
Através do fabuloso Flickr filtrei algumas fotos de retrosarias nos diversos cantos do mundo; vamos conhecê-las.

(para acederem às respectivas galerias de autor é só clicarem sob cada fotografia)















Família

17 de março de 2010

Diálogos elucidativos de filho para mãe.Na passada semana enquanto esperávamos pelo pai dentro do carro que tinha saído para ir à farmácia. Passa um gato por cima de um muro e entretanto pergunto-lhe:

- Tomás gostavas de ter um gatinho?

-Não! Quero uma manaaaa!

Ontem

Vindo da cozinha a mastigar, pergunto-lhe: o que estás a comer?

Uma mana!
(Muito esclarecedor portanto!)

Hoje o sol * brilhou Intensamente

13 de março de 2010

e, esteve um dia lindo d`inverno na nossa aldeia!


Os estendais vestiram-se de roupas



e nós colhemos laranjas e limões.

News

11 de março de 2010

Vão estar disponíveis dois novos babetes na loja!

Serra da Arrábida

10 de março de 2010

oje, aproveitamos o sol e fomos dar um passeio até à Árrabida. De nossa casa é um instantinho até lá. Cada vez estou mais convicta que o sítio que escolhemos para morar está muito bem situado daquilo que nós queríamos: praia versus campo.



Aproveitei para dar a conhecer ao J. a gruta de S. Margarida que lhe era totalmente desconhecida. Tivemos sorte por a maré estar baixa e podermos entrar lá dentro.






Nos tempos em que praticava Yoga o nosso antigo instrutor costumava organizar caminhadas. A desta serra foi sem dúvida a que mais gostei (apesar do grau de dificuldade). Almoçar no meio de uma clareira e cantar em união, mantras a Shiva é daquelas experiências que certamente não irei esquecer. Bons tempos! Seria impossível nesta altura tal acto, nem os mantras fariam jus, já que a nossa querida serra encontra-se com uma epidemia de JAVALIS!